Previsões para os lançamentos de junho

ReleasesO mês que começa hoje será agitado: são pelo menos 7 grandes lançamentos e mais uma coletânea de jogos da geração passada remasterizados em alta definição, nas minhas contas. É claro que nem todos esses jogos agradarão ao gosto da maioria, mas ainda assim, todos chegam com certa expectativa e prévias até então bastante interessantes. E em um exercício de futurologia (troll), resolvi compartilhar com vocês que recepção imediata espero ver/ler/ouvir sobre cada um deles. Divirtam-se!

inFAMOUS 2 (07/06)
Capa de inFAMOUS (PS3)
PS3

Esse é relativamente fácil de prever. O primeiro inFAMOUS teve boa recepção (média 85 no Metacritic) e a sequência parece ser o mesmo jogo com diversos aprimoramentos menores… E um modo de edição de missões personalizadas e compartilháveis, algo que até então nunca tinha aparecido em um jogo de mundo aberto (que eu saiba, pelo menos). Assumindo que o estúdio Sucker Punch tenha acertado na usabilidade desse editor, inFAMOUS 2 tem tudo para ser um divisor de águas no gênero: um jogo não apenas com um grande mapa cheio de coisas para fazer, como também cheio de coisas novas pra fazer sempre que você vai jogá-lo. Com isso, acredito que a recepção a inFAMOUS 2 será ainda melhor do que ao anterior, com notas na casa dos 90, e algumas resenhas o considerarão um “candidato prévio a jogo do ano”… Apenas para todos os críticos esquecerem dele no final de 2011, pela sombra de jogos mais bombásticos como Uncharted 3 e Battlefield 3. É a vida de jogo exclusivo do Playstation 3 que não tenha “uncharted” ou “god of war” no nome…

Red Faction: Armageddon (07/06)
Capa de Red Faction: Armageddon (PC/PS3/X360)
PC/PS3/X360

A série Red Faction é conhecida por produzir jogos bem avaliados, mas que nunca realmente se destacam entre os 5 melhores daquele ano, e que até vendem bem, mas nunca no mesmo patamar dos blockbusters. O novo direcionamento da THQ garantiu mais investimento em Armageddon, que chegará acompanhado de várias iniciativas transmídia, como quadrinhos paralelos e uma série de TV no canal SyFy. O jogo em si apresenta uma novidade importante na série: até então, Red Faction se destacava pelas possibilidades de destruição de edifícios e construções massivas com aparatos tecnológicos avançados; em Armageddon, o jogador também poderá reconstruir essas estruturas. Resta saber se isso será o suficiente para que a série exploda de vez (trocadilho intencional). Minha aposta? Se o lançamento fosse em maio ou julho, ele chamaria bem mais atenção. Como vai sair em meio a outros blockbusters deste mês, a sina de Armageddon será a mesma dos outros Red Faction. Isto é, a média no Metacritic vai ficar em torno de 80-85, e vai vender um milhão de cópias. O pior é que até acredito que esse vá ser o melhor jogo da série até agora.

Alice: Madness Returns (14/06)
Capa de Alice: Madness Returns (PC/PS3/X360)
PC/PS3/X360

Não tenho muito no que me basear quando se trata de Alice: Madness Returns, já que nem joguei o anterior. Porém, pelas informações e vídeos divulgados até agora, me pergunto se ele não terá o mesmo destino de Darksiders – ou seja, um jogo que apresenta jogabilidade inspirada em The Legend of Zelda mas com uma visão própria e mais sombria. E qual foi esse destino, vocês perguntam? Nada muito diferente de Red Faction: vendas razoáveis, boa recepção da crítica, esquecido meses depois (injustamente, até certo ponto). No caso de Alice, porém, duas coisas podem salvar o título dessa sina: a narrativa e a ambientação. Pelo que pude ler sobre o jogo anterior, ambas foram as principais responsáveis pelo sucesso dele, mesmo que a jogabilidade não fosse muito variada nem empolgante. A julgar pelo interessante trailer do combate de Madness Returns, se a ambientação e a narrativa mantiverem o nível o pacote será mais completo. Nota média? Hmm… Considerando os críticos maníacos por shooters que não aceitam nenhum outro tipo de jogo, que tal… Entre 75 e 80?

Child of Eden (14/06)
Capa de Child of Eden (X360/PS3)
X360 (PS3 em setembro)

Child of Eden carrega uma responsabilidade maior do que parece. Além de ser o sucessor espiritual de um clássico improvável da geração passada, Rez, ele pode ser o primeiro jogo para Kinect palatável para jogadores dedicados (já que Dance Central exige que larguem o Cheetos e levantem do sofá). Ainda assim, ele suporta o controle tradicional – o que com certeza fará diferença na recepção do jogo, tanto para o bem quanto para o mal. Alguns dirão que isso deveria ser o padrão de jogos para Kinect, e outros irão apontar como a jogabilidade com o Kinect é “bem pior” do que com o controle – mesmo que ele tenha sido desenvolvido com o Kinect em mente desde o começo. Por isso, eu aposto em uma média entre 70-80 – e se fosse um jogo sem controle de movimento algum, apostaria em pelo menos 10 pontos a mais, porque ele certamente será bem mais psicodélico, profundo e chapante do que Rez. É uma questão simples de avanço tecnológico; a sinestesia de audição e visão proporcionada por Rez vai se beneficiar horrores de som surround, visual em HD, maior espaço de armazenamento… E sim, do Kinect também – mesmo que muitos não reconheçam isso.

Duke Nukem Forever (14/06)
Capa de Duke Nukem Forever (PC/PS3/X360)
PC/PS3/X360

Sim, é verdade: o jogo está pronto, foi para a fábrica, e vai sair. Só por isso, a Gearbox Software já merece aplausos. Como se não bastasse, a campanha solo será longa (15 a 20 horas), totalmente na contramão da vasta maioria dos FPS atuais (5 a 10 horas). Mas o importante mesmo são as circunstâncias. Quando o primeiro Duke Nukem foi lançado, os videogames eram uma mídia inconsequente, sem metade do impacto financeiro e cultural de hoje. Por isso, podem apostar: Duke Nukem Forever vai receber uma saraivada de críticas unicamente por conta de seu conteúdo “explícito e misógino” – mesmo que não o seja. E não estou falando da grande mídia, e sim dos portais de games mesmo: este jogo passará pelo mesmo sofrimento que Metroid: Other M passou em 2010. Só que, desta vez, as notas serão menores. Bem ou mal, era impossível negar a ótima jogabilidade de Other M, que mesmo com as críticas raivosas das feministas manteve média de 79-80. Já DKF vai ser prontamente considerado “mais um FPS qualquer”,  justa ou injustamente, por gente que mal tocou no game. E a média vai ficar entre 65-70, mesmo que ele seja divertido. /suspiro

F.E.A.R. 3 (21/06)
Capa de F.E.A.R. 3 (PC/PS3/X360)
PC/PS3/X360

Eu não estava dando nada por F.E.A.R. 3 – em parte por não ter gostado tanto assim dos anteriores, em parte pela sombra que ele terá de Shadows of the Damned (pelo menos entre os jogadores de consoles) e outros jogos do mês. Porém, com o amor que o pessoal tem por jogar online hoje em dia, o modo multijogador pode fazer a fama de um jogo – e os vídeos de F.E.A.R. 3 nesse campo são surpreendentes. Ele pode ser o primeiro FPS em anos a apresentar modos realmente novos, como Fucking Run, em que os jogadores têm que cooperar para fugir de uma gigantesca parede de fumaça enquanto combatem os servos de Alma – e se um fugitivo sequer morrer, é game over. Some a isso a possibilidade de jogar a campanha em modo co-op “divergente” – seja lá o que isso vai querer dizer – e talvez teremos um jogo que, antes mesmo de ser tenso ou assustador, pode ser divertido como jogo de ação. Média? Difícil. Pode ser qualquer coisa, de 65 a 90. Depende muito da narrativa, do humor dos fanboys e da boa vontade dos críticos com recursos inéditos.

Shadows of the Damned (21/06)
Capa de Shadows of the Damned (PS3/X360)
PS3/X360

Uma colaboração do desenvolvedor de Killer7 e No More Heroes com o compositor de quase todos os Silent Hill e o produtor de Devil May CryResident Evil 4  e Vanquish, o jogo de tiro em 3ª pessoa mais frenético dessa geração? Onde eu assino? Mas tudo isso não adiantaria nada se as prévias do jogo até agora não tivessem deixado claro que o jogo é “mais insano até do que a obra anterior de Suda51” (!!!). E, porra, ele inclui um protagonista chicano fodão que desce ao inferno para salvar a namorada e é acompanhado por uma caveira flamejante falante… com sotaque britânico. O nível de clichê descerebrado parece ser tão alto que talvez nem Quentin Tarantino ou Robert Rodriguez tivessem estômago para filmar Shadows of the Damned. Mas o que importa mesmo é a jogabilidade, certo? Mas, na boa… Nenhum dos envolvidos jamais ficou devendo nesse sentido, então porque eles iriam falhar justo agora? Enfim, estou apostando em um game com notas bem altas, entre 85 e 95, mas que vai vender apenas o suficiente para manter a parceria do estúdio com a EA.

Splinter Cell Trilogy HD (21/06)
Capa de Splinter Cell: Classic Trilogy HD (PS3)
PS3

Por fim, mais uma das coletâneas de jogos clássicos (ou não – vide a de Tomb Raider) refeitos em alta definição para o Playstation 3 (coisas da mídia Blu-ray). Só que, nesse caso, talvez seja a que mais se justifica. Bem ou mal, a trilogia Prince of Persia pelo menos já estava disponível em uma coletânea para PS2, e o Príncipe já ganhou dois bons jogos no PS3. Os 3 primeiros Splinter Cell, por outro lado, estavam intocados, eram difíceis de achar, e o (excelente) capítulo mais recente da série, Conviction, saiu apenas para Xbox 36o e PC. Resta saber qual o tratamento que a Ubisoft vai dar à coletânea. Troféus estão garantidos, assim como uma melhora visual – e talvez até suporte a 3D, como aconteceu com a trilogia do Príncipe. Porém, não será nenhuma surpresa se Splinter Cell Trilogy HD também acrescentar mudanças de jogabilidade e apresentação, como aconteceu com o remake do primeiro jogo, Chaos Theory, para o 3DS. Se essas mudanças incluírem recursos de Conviction também, ótimo, mas não vou me espantar se os fanboys e a crítica torcerem o nariz para isso. Média na casa dos 70-75, provavelmente.

ΘΘΘΘΘ

E aí, estão a fim de ir atrás de algum desses? Pessoalmente, inFAMOUS 2 e Shadows of the Damned são compras certas na semana de lançamento; Child of Eden, Duke Nukem Forever e Splinter Cell Trilogy HD vão só aguardar entrar dinheiro extra, salvo eventuais resenhas broxantes em sites que confio; e Red Faction: Armageddon, Alice: Madness Returns e F.E.A.R. 3 dependem da recepção da crítica e do público.

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8 comentários em “Previsões para os lançamentos de junho

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  1. O Madness Returns virá com uma cópia do original, segundo o Retina Desgastada. Então valerá muito a pena. E recomendo mesmo que jogue o primeiro antes. Não pq vc só entenderá o segundo se tiver jogado o primeiro, mas só p/ poder comparar melhor antes de ficar intoxicado com o combate e gráficos (muito) melhorados.

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  2. Falando em Shadows of the Damned e nos clichês descerebrados, você viu um dos últimos trailers, “Enlarge Your Johnson”? xD

    Tô com expectativas altas em relação a esse jogo, acreditando que Suda e Shinji tenham feito uma brincadeira única com esse festival de clichês. Tomara que não decepcione.

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    1. Só digo uma coisa: In Suda51 I Trust. 🙂

      E mais tarde hoje (quinta) tem o evento da Konami. Estarei lá, roendo as unhas para ver o novo Silent Hill. *Esse* me deixa nervoso.

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      1. Eita, é hoje… Já tinha esquecido desse evento pré-E3 da Konami. Mas será que vão mostrar algo de Donwpour mesmo? O produtor tinha dado a entender que só mostrariam a demo na própria E3.

        Faz tempo que eu me forço a não criar expectativas em relação a novos SHs, mas acabei nutrindo um certo otimismo por Downpour. Tomara que mostrem amanhã logo, porque tô bem ansiosa pra ver essa demo. ^^

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        1. Vai mostrar sim, pelo menos o último pre-release mencionou isso. Falta saber se vai ter demo *jogável*. O último evento da Konami no mesmo espaço teve demos de jogos ainda a sair, como PES 2011, Lucha Libre e Castlevania. Mas aquele era só pra jornalistas, não sei se vão fazer o mesmo em um aberto ao público (ainda que seja só pros doidos que se inscreveram nos primeiros 15 minutos, antes de esgotar as vagas…)

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    1. Cara, eu esqueci completamente. Tb consultei em um site só com datas de lançamentos de games e ele não constava, ou constava sem data fixa, tipo “3º trimestre”. Acho que é pq ele ia sair antes e acabou sendo adiado agora pra junho, não foi?

      Mas esta semana testei a demo muito rapidamente no PS3. Espero jogá-la inteira no fim de semana. Uma coisa que me chateou nela, entretanto, é que o jogo claramente foi feito pra TV widescreen de 40′ ou mais. Na minha TV de tubo de 29′, fica bem difícil discernir as coisas, mesmo sentando mais perto da TV. :/
      Bom, esse ano pretendo resolver isso, já deu o q tinha que dar essa TV…

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