Back: O conduto abre o caminho musical para Bright Falls e New Vegas (02/05 a 08/05)

Botão BackNesta seção, vou apertar o botão de Voltar e relembrar os cinco games que mais joguei durante a semana anterior. Nada de resenhas, apenas comentários sobre os trechos efetivamente jogados. SPOILER ALERT: se há uma seção deste blog em que não terei pudor de comentar a narrativa de um jogo, será esta aqui. Considerem-se avisados!

ASE, o gadget da série The Conduit (Wii)Tem pouca coisa melhor do que ter uma boa surpresa – talvez ver o terrorista-mor morrer ou o Vasco ser vice pro Flamengo de novo, mas não muito mais do que isso. Na semana que passou, uma franquia de FPS pro Wii foi responsável pela surpresa enquanto esperava em vão a PSN voltar (a principal má notícia do finde). Quase capitulei e joguei Portal 2 sozinho mesmo, mas como o tempo estava escasso até mesmo no sábado, me concentrei no que já vinha jogando, com uma… iluminada exceção. Entre tiros, música, terror e a dureza de um vasto mundo pós-apocalíptico, foi uma semana de montanha-russa virtual. Confira:

The Conduit (Wii)

Capa de The Conduit (Wii)
2 horas e meia

E com mais 2 horas e meia (total: 7 horas apenas), terminei o jogo. O final é, para dizer o mínimo, estranho; sem dar grandes spoilers, o jogo acaba não com uma luta climática contra um chefe ou mesmo contra uma horda de inimigos, e sim numa espécie de corrida contra o tempo para ativar um conduto e o protagonista poder fugir da área. Não se pode dizer que faltou ousadia aos desenvolvedores, especialmente porque fica claro o quanto o final era apenas um gancho para Conduit 2, que veio há poucas semanas. Na segunda metade do jogo, um ponto curioso: embora ele continue fácil em geral, certos inícios de fase são BEM mais difíceis, já que você (1) as inicia com um armamento pré-determinado, em vez das armas que possuía na fase anterior, (2) enfrenta hordas de inimigos, mais até do que no resto da própria fase, e (3) inicia a fase encostado/encurralado em algum canto. Nada incontornável, porém – é tentativa e erro até descobrir o melhor jeito de abordar a situação.

Reiterando a qualidade dos controles, joguei o tempo inteiro com Wii Remote + Nunchuk e não senti a menor falta do suporte ao Classic Controller Pro (mal adotado em Conduit 2). Eles são tão fluidos que cheguei a pensar em jogar GoldenEye 007 com Wii Remote e fazer uma comparação. Outra curiosidade é que ele tem achievements (conquistas), ou seja, você destrava coisas cumprindo tarefas no modo campanha. Testei também o multijogador dele, que estava vazio (bom, também era uma segunda-feira à noite…). O único sujeito que entrou conhecia o mapa inteiro e estava usando, de alguma maneira, uma versão bem melhorada da arma que havia encontrado, o que me deixou na dúvida quando a cheats (que, dizem, era uma praga no auge desse jogo). As armas de The Conduit são muito criativas e funcionais, nível Resistance mesmo; competir contra versões melhoradas delas acaba ficando muito abusivo, e logo pulei fora. Afinal, Conduit 2 estava esperando…

Rock Band 2 (PS3)

Capa de Rock Band 2 (PS2/PS3/Wii/X360)
3 horas

O rock nunca morre, pelo visto: semana sim, semana não, Rock Band 2 entra na lista de mais jogados. É algo que depende do mood e do tempo livre; no caso, joguei muito na sexta à noite, em comemoração ao fim de uma semana de trabalho pesada e mal dormida. Não destravei muitas músicas; estou preocupado em “fechar” todas as estrelas possíveis nas primeiras cidades do modo Tour, inclusive usando as opções “Make a setlist” para revisitar canções que gostaria de acertar 100% – “Conventional Lover” (Speck) e “One Way Or Another” (Blondie) em especial. Notem que estas não são canções challenging nem nada, e eu jogo na dificuldade Média mesmo; não tenho saco para ficar “treinando” em Rock Band, é só o caso de ter o prazer de acertar tudo nas músicas que gosto mais. Enquanto isso, contrato aquele empresário que dá mais dinheiro e menos fãs para tocar as coisas; sabe esse negócio de “artista” que procura manter a “credibilidade underground” para provar alguma coisa enquanto ganha merreca ? Tô fora. 😄

Alan Wake (X360)

Capa de Alan Wake (X360)
4 horas

Em algum ponto da semana, me deu vontade de jogar uma aventura com apenas um pouco de combate – e por algum motivo me lembrei de Alan Wake, já que ainda não tinha jogado os DLCs (The Signal, gratuito com o jogo original, e The Writer, que tinha adquirido por 3 obamas em promoção da Live). O jogo em si é dividido em seis “episódios” da “primeira temporada”, e cada DLC é mais um episódio completo. Sem dar spoilers, o conteúdo dos DLCs é muito interessante pela forma como expande a narrativa mesmo que o final original já pareça completo; fica claro que a intenção era mostrar possibilidades para Alan Wake 2. Pelos DLCs, se a sequência vier, com certeza será um pouco mais… surreal do que o original.

Alan Wake talvez seja o jogo que mais gostei de ter jogado no Xbox, atrás apenas dos dois Mass Effect; sim, isso significa que gostei mais dele do que de Halo 3, Gears of War e Fable II, entre outros. O início pode parecer repetitivo, e a mecânica de dissolver-a-escuridão-com-luz-e-só-depois-atirar pode parecer esgotada já no meio, mas a ótima história te empurra para a frente – e, quando você menos espera, uma situação inusitada com uso da luz acontece. “The Signal” não é muito diferente do jogo principal em termos de andamento, e mantém a qualidade com alguns truques novos (quem gostou das palavras flutuantes do final do jogo original vai adorar). Já em “The Writer” a coisa despiroca de vez, literalmente virando o mundo de cabeça pra baixo, introduzindo novas situações na jogabilidade (até mesmo trechos de plataforma!) e abusando da criatividade ao introduzir várias maneiras novas de lidar com a luz, incluindo desde holofotes suspensos a um farol (aos paulistas, “farol” aqui é aquele que sinaliza para navios no mar, e não semáforo). Simplesmente acachapante: não ficava tão satisfeito com um jogo de suspense/terror desde Silent Hill: Shattered Memories.

Conduit 2 (Wii)

Capa de The Conduit 2 (Wii)
5 horas

E após terminar o primeiro Conduit, não ia deixar de iniciar o segundo. Valeu a pena jogar o primeiro para se inteirar nesse? Com certeza, muita coisa fica mais interessante na narrativa. Mas o melhor mesmo é que a sequência melhora basicamente tudo. Mesmo no visual a High Voltage fez milagre, a ponto de me perguntar se o jogo não pareceria melhor em uma TV HD widescreen, mesmo sendo um jogo de Wii. A lista de recursos vai longe: o game suporta Classic Controller Pro e Motion Plus; não há loading no meio das longas fases; os mapas são bem mais elaborados; a progressão não é sempre linear; há mais coisas escondidas; mais situações únicas acontecem; mais partes do cenário reagem ao tiroteio; é possível derrubar mesas para se proteger; as armas são versões mais refinadas daquelas no primeiro jogo… E até mesmo a mecânica de escanear o local com o ASE ficou bem mais interessante, quase como um minigame: dispare pulsos e, se ouvir um “ping” de resposta, há alguma coisa em volta. Continue disparando pulsos para achar o objeto/mensagem/upgrade/coordenada/blueprint (eu disse que tinha mais coisas), seja pela imagem do pulso na tela, pela direção do som ou pelo tempo que o “ping” demora pra soar.

Não que o jogo não tenha problemas: a inteligência artificial dos inimigos é qualquer nota, mais até do que no primeiro jogo; a alavanca direita do Classic Controller Pro é sensível demais, mesmo após ajustes, a ponto de ter desistido de jogar com o acessório; e aqueles “picos” momentâneos de dificuldade alta em um jogo geralmente fácil estão de volta, exatamente como no primeiro Conduit. Ainda assim, Conduit 2 é viciante, seja pelos controles afiados, pelo ritmo acelerado ou pelo ar mais palhaço com que trata o tema de conspirações secretas. Se o primeiro deixava alguma dúvida sobre isso, Conduit 2 não engana ninguém: ele está aí pra zoar tudo. Triângulo das Bermudas, Eram os Deuses Astronautas?, o fim do mundo previsto pelos Maias para 2012 e até Super Mario Bros (!?) são referenciados em uma salada tão nada-a-ver que vira paródia. Tão divertido que joguei mais de duas horas logo de cara sem perceber o tempo passar. Ah, e este é um dos primeiros jogos do Wii a aceitar patches (sim, você leu direito): ao entrar no multijogador, ele atualiza o jogo. Considerando a fama de The Conduit como paraíso dos cheaters no multiplayer, faz todo sentido que Conduit 2 tenha obtido esse privilégio da Nintendo. Dois patches já foram lançados, e o primeiro conserta bugs seríssimos – do tipo que matam o personagem do nada e/ou o mantém preso em uma área porque uma porta não abre, e assim por diante.

Fallout: New Vegas (X360)

Capa de Fallout: New Vegas (PC/PS3/X360)
7 horas

Como seria de se esperar, New Vegas continua roubando meu tempo mais do que qualquer outro jogo, mesmo com a surpresa de The Conduit 2. Não que esteja achando o jogo maravilhoso, como foi Fallout 3; ainda assim é uma viagem única que, em alguns momentos, surpreende por ser ainda mais casca-grossa do que seu antecessor. Não, não estou falando de dificuldade, e sim da atmosfera. Há gente decente no deserto de Mojave, mas putaquélparêu, será que todo mundo que te aborda diretamente no meio do deserto tem segundas intenções? Se isso continuar assim vai parecer até inverossímil, mesmo para um jogo com o cenário pós-apocalíptico de Fallout… O jeito é confiar no bom sendo da Obsidian, que sabe contar uma boa história.

Falando na Obsidian, que tem péssima fama quanto a manter jogos livres de bugs… Fico feliz de ter deixado pra jogar New Vegas depois dos patches. De vez em quanto topo com alguma coisa esquisita, como um sujeito flutuando em cima da cadeira ou um mercador que sai correndo de repente, mas nada do nível relatado nas primeiras semanas após o lançamento do jogo – e, com isso, não vi nada que já não acontecesse de vez em quando em Fallout 3, que não foi produzido pela Obsidian. O jeito é deixar a engine morrer mesmo e pensar em algo diferente pro próximo – o que deve acontecer, já que Elder Scrolls: Skyrim terá uma nova engine. Enquanto isso, continuo aqui tentando descobrir quem foram os fêladapúta que atiraram no meu personagem mensageiro inspirado no Samuel L. Jackson… E dá-lhe bala na fuça de qualquer Powder Ganger que vir, sem perguntar antes.

8 comentários sobre “Back: O conduto abre o caminho musical para Bright Falls e New Vegas (02/05 a 08/05)

  1. Pra você ver o quanto gosto de jogos de suspense/horror com pegada psicológica, acredita que assisti Alan Wake no Youtube? Como não tenho o Xbox e não tava rolando de passar o fim de semana na casa do meu amigo que tem o jogo, resolvi apelar pra um walkthrough. Levei uma semana pra terminar, assistindo algumas partes por dia sempre que chegava à noite do trabalho. xD

    Apesar de não ter suprido minhas expectativas, gostei muito do jogo principal. Mas os DLCs me ganharam! The Writer então, blew me away. Espero muito que façam a sequência. *__*

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      1. Aff, o WordPress fica mandando comentários normais pro spam aleatoriamente. Lá no GoW acontece isso direto. Valeu por resgatar meu comment. =D

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    1. O que? Sumiu? Ahhh pô.

      Você viu a notícia de hoje sobre como vamos ter “mais Wake” este ano, mas não será uma “sequência normal” nem DLC?
      Já estão especulando de tudo:

      1. Versão pra PC – alguém falou que “plataformaS serão anunciadas”, sugerindo que esse não será exclusivo de Xbox
      2. Versão Kinect (talvez a la Silent Hill: Shattered Memories, só que vc não está segurando nenhum controle?) – detalhe: essa especulação tem uma semente, de um currículo de alguém que mencionava “Alan Wake 2” e Kinect
      3. Um “prequel”, que pode ser tanto com Wake quanto com Thomas Zane
      4. Um jogo com a mesma história, só que com o ponto de vista da esposa de Wake
      5. Um jogo completo, porém apenas em versão digital, na linha de Dead Rising: Case Zero ou Case West

      Sinceramente, pra mim qualquer opção dessas tá boa, mas é claro que torço pra ser o equivalente a Shattered Memories. Eu sei, eu sei, nem todo mundo tem Kinect… Mas eu não resisto.

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      1. Mas é aí q tá, o KT precisa de + jogos senão…
        Mas mesmo assim é meio difícil. E tomara q mesmo com suporte pra KT [ou não…] tenha para outros consoles tb. 🙂

        PS: E eu fiquei pensando, AW não tem sequências de tiro? Ia ser meio conplicado no KT. E tem o problema da movimentação, no wii o nck tem um analógico mas no KT não.

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      2. Não tinha visto essa notícia ainda, mas eu ia adorar se fosse uma prequel sobre a história do Zane, viu? Seria massa ver a Barbara Jagger voltando do além como bruxa véia do lago. rsrs E eu tenho uma teoria mucho loca sobre Thomas e Alan (que não tem nada a ver com a teoria “Zane is Alan’s father”).

        Por mim não teria problema se fosse uma versão pro Kinect, é só fazerem port pra console “normal” assim como fizeram com Shattered. Eu não tenho o Wii, meu Shattered é do PS2. Beleza que a jogabilidade do Wii adaptada pro PS2 ficou horrível, mas pelo menos pude jogar o game. xD

        Quanto às outras especulações, acho a da história pelo ponto de vista da Alice a mais improvável. Mas sabe-se lá o que passa na cabeça desses finlandeses… o_O

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