Balanço do 1º trimestre de 2011

BalançoEsses dias, resolvi dar uma checada nos lançamentos do ano até agora para ver o que já tinha adquirido/jogado, o que ainda não joguei, e ter uma ideia de como o mercado está antes da chegada da E3 e de mais uma batelada de grandes lançamentos. Como estamos justamente entrando em maio – ou seja, no 2º trimestre – achei uma boa compartilhar com vocês a lista e as impressões gerais que tive enquanto investigava. Notem que ela é puramente pessoal, então provavelmente sentirão falta de algo – especialmente quem possui um console que eu não tenho, como o PSP, ou tem mais gosto por certas coisas que não me interessam, como RTSs. Isso dito, aí vão os jogos divididos por mês e um ou dois destaques pessoais em cada:

Janeiro

O ano começou com uma série de lançamentos inicialmente programados para 2010 e então adiados, e pelo menos um jogo que saiu na Europa em 2010 mas só em janeiro nos EUA (Lost in Shadow). Ainda assim, está se tornando comum para as produtoras considerar o mês como viável, para aproveitar as férias de uma parte do público e fugir dos grandes blockbusters concorrentes em novembro e dezembro. O curioso é que, no final das contas, basta duas ou três produtoras/distribuidoras pensarem assim para o mês virar um mês “normal”; com isso, tivemos pelo três grandes blockbusters.

LittleBigPlanet 2 (PS3)

  • 4 – Lost in Shadow (Wii): Vou comentar mais sobre este jogo em outro artigo posteriormente, mas já o tenho e estou perto de terminá-lo. Vale cada centavo, embora seja um pouco longo demais.
  • 5 – ilomilo (XBLA): Ainda não peguei porque não está disponível na Live Brasil. Parece ser mais uma mistura interessante e única de jogo de plataforma com quebra-cabeças, o que sempre me interessa.
  • 11 – DC Universe Online (PC/PS3): Eu até queria dar uma chance a esse MMO, nunca joguei nenhum game deste gênero com super-heróis… Mas entre jogar no PC ou ocupar 13 GB (!!!) de espaço no PS3, acabei deixando pra depois. E aí descobri que a versão PS3 não pode ser ativada depois em nenhum outro console, o que inviabiliza trocar ou vender o jogo quando não o quiser mais. Ou seja, versão PS3 tô fora.
  • 18 – LittleBigPlanet 2 (PS3): Mais, mais e mais. LittleBigPlanet não precisava mudar, apenas expandir – e acabou expandindo muito além do esperado. Com a caralhada de ferramentas novas possibilitando a criação de jogos completos, e de diversos gêneros, em vez de apenas fases isoladas de plataforma/puzzle, não tinha como LittleBigPlanet 2 deixar de ser o “jogo do mês” pra mim. Ainda não mergulhei nele direito porque decidi terminar o modo normal do primeiro, para destravar mais itens e importá-los no segundo.
  • 25 – Dead Space 2 (PC/PS3/X360): Tenho, mas ainda não o joguei. Só instalei o Dead Space: Extraction que vem de brinde, joguei os dois primeiros capítulos para comparar com a versão original de Wii (até então é exatamente o mesmo jogo, só com troféus e alta definição), e ponto. Quero jogá-lo com calma e sem distrações.

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Fevereiro

Se janeiro foi um mês movimentado, fevereiro não ficou atrás. Pelo menos um jogo de 2010 chegou em fevereiro após um adiamento (Test Drive Unilimited 2) mas os blockbusters estavam programados desde sempre. Para completar, mais outra peça de genialidade da Double Fine, Stacking, apareceu de repente e conseguiu chamar a atenção para si antes da chegada dos pesos-pesados.

Bulletstorm (PC/PS3/X360)

  • 8 – Test Drive Unlimited 2 (PC/PS3/X360): Não joguei, mas pretendo – eu gosto de jogos de corrida despretensiosos. Sempre quis um que me deixasse sair do carro e andar por aí, e a possibilidade de socializar com outros jogadores online era até mais do que o pedido. Porém, as resenhas me deixaram na dúvida. Vou esperar baixar (bem) mais o preço.
  • 9 – Stacking (PSN/XBLA): Melhor do que jogar Stacking é jogá-lo de graça como assinante da Playstation Plus. \o/ Não que ele não valha cada centavo, mesmo sendo um jogo curto: não é todo dia que você topa com um jogo adventure/puzzle com mecânicas inéditas (no caso, baseadas em bonecos russos, aqueles que vão um dentro do outro).
  • 15 – Marvel vs. Capcom 3: Fate of Two Worlds (PS3/X360): Se este é o jogo de luta para iniciantes e button-smashers, me interessa, ainda mais se boa parte da estratégia estiver na equipe que se monta e não nos golpes em si. Mas não tem jeito: jogo de luta não é o meu forte e não pago mais preço “cheio” por nenhum deles, só quando baixar a menos de R$ 100.
  • 22 – Killzone 3 (PS3): Ainda não peguei, mas o demo do jogo me impressionou. A merda é que a principal crítica feita a ele, a história, praticamente não aparece na demo, o que me deixou com a pulga atrás da orelha. Também esperando baixar o preço.
  • 22 – Bulletstorm (PC/PS3/X360): Ahhh, Bulletstorm. Já elogiei o jogo aqui, mas não vou cansar de fazê-lo. Não que ele seja maravilhoso, clássico inegável (pelo menos não sem passar pelo teste do tempo) nem nada. Mas ele é o Duke Nukem desta geração, com certeza. Mesmo que Duke Nukem Forever assuma o posto que lhe é de direito, Bulletstorm será sempre lembrado como o jogo que veio e chutou o balde primeiro – o balde e a cara dos inimigos, as portas, a bunda dos mini-chefes…😄

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Março

Tradicionalmente, é em março que o mercado de games aquece de vez, e pela lista de lançamentos parece que foi exatamente isso que aconteceu. Curiosamente, ainda não joguei o único game deste mês que já adquiri, Dragon Age II. Mas o destaque do mês é o jogo que mais boto fé e está prestes a ser adquirido…

Crysis 2 (PC/PS3/X360)

  • 1 – Fight Night Champion (PS3/X360): O único Fight Night que joguei foi o 3, em versão PS2, e achei interessante o esquema de controles com golpes na alavancas analógica direita. Além do que, porra, é boxe, aquela luta nobre e de macho, sem as viadagens dos ultimate fighting da vida. E Fight Night Champion ainda inclui um modo história elogiado.
  • 8 – Dragon Age II (Mac/PC/PS3/X360): Ainda nem abri porque não terminei o primeiro. Tô doido pra ver o quanto ele é tão “pior” assim que o anterior e poder mandar os fanboys à merda… Aprendam com o tiozinho de 69 anos, porra! (ver página 2)
  • 15 – Yakuza 4 (PS3): Não peguei ainda. Mal comecei Yakuza 3, na verdade. Ou seja, vai pra fila a não ser que apareça uma promoção boa na Play-Asia ou algo semelhante.
  • 15 – Homefront (PC/PS3/X360): Ainda não sei se quero pegar este jogo ou não, os relatos são todos muito conflitantes. Porém, recentemente o Cláudio do GodMode podcast desceu o cacete nele de tal forma que começo a desconfiar que o jogo é pelo menos razoável.😄
  • 22 – Crysis 2 (PC/PS3/X360): Também não peguei ainda, mas provavelmente é o primeiro jogo na lista atual de compras assim que entrar dindim. Não joguei o 1º, mas sempre estou interessado em shooters que dêem espaço para escolher como agir – e se tem stealth, então, melhor ainda. Além disso, prefiro FPS com temática futurista em vez dos puramente militares, e a recepção do jogo tem sido ótima em geral.
  • 29 – Rush n’ Attack Ex-Patriot (PSN/XBLA): Joguei boa parte do demo e achei interessante, especialmente considerando a inspiração em Shadow Complex e o potencial que ele tem para irritar os fãs do jogo original com sua ênfase em stealth. Não suporto remakes HD de jogos de fliperama que não mudam/acrescentam nada; para isso existem emuladores/compilações, e Rush n’ Attack já saiu em várias (eu mesmo o tenho em uma compilação da Konami para o DS). Em tempo: alguns brasileiros, eu incluso, podem ter conhecido o jogo original como Green Beret.

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Abril

Já chegando perto da E3, abril é o mês em que a lista de compras vai ficando bem maior… E foi o mês do retorno de Mortal Kombat – talvez o jogo mais falado na imprensa – e do lançamento do primeiro grande candidato forte a jogo do ano (que, obviamente, não é Mortal Kombat: mesmo que ele merecesse, quando que um jogo de luta ganha prêmio de jogo do ano?). Para fechar, o mês ainda veio com duas surpresas em um campo absolutamente inesperado: o do FPS futurista em plataformas pouco usuais (Wii e a Live Arcade).

Capa de Portal 2 (PS3)

  • 12 – Michael Jackson the Experience (PS3/Wii/X360): Sim, em algum ponto eu pensei em pegar este jogo. A versão de Wii é do ano passado, mas as de PS3 e Xbox saíram só em abril. Vi gente experimentando-o na Game World e pareceu interessante para quem já tem Dance Central. Mas a verdade é que tem muitas outras prioridades antes dele e, com isso, não sei se vou chegar a adquiri-lo um dia. Nem fui longe em Dance Central ainda…
  • 19 – Portal 2 (Mac/PC/PS3/X360): A única coisa que realmente me bodeia quanto à queda da PSN é não poder integrar Portal 2 com a conta no Steam. Pode parecer bobo, mas ainda estou para pôr o jogo no PS3 por causa disso. Mas é o principal lançamento do mês para mim e tenho quase certeza de que vou gostar dele – no mínimo, é o jogo com a melhor média no Metacritic em 2011 por enquanto.
  • 19 – Mortal Kombat (PS3/X360): Só vou comprar quando o preço baixar. Para os fãs, percebam que eu não curto a franquia, nem sou grande fã de jogos de luta – ou seja, sequer tê-lo considerado para compra diz muito sobre o quanto minhas expectativas para este Mortal Kombat são boas. Joguei os três primeiros no fliperama e até hoje estava contente com a versão Ultimate de MK3 no DS, e mais nada. Este Mortal Kombat pode quebrar o ciclo.
  • Capa de The Conduit 2 (Wii)19 – Conduit 2 (Wii): Talvez a maior surpresa que tive este ano, Conduit 2 é tudo o que o primeiro poderia ter sido – e olhe que achei The Conduit melhor do que dizem. Pena que está saindo nos estertores do Wii e, com isso, provavelmente não receberá metade da atenção que o antecessor recebeu. Vou falar mais sobre o jogo na próxima edição da seção Back.
  • 20 – Section 8: Prejudice (PC/PSN/XBLA): Experimentei a demo na XBLA, incluindo o multijogador, e fiquei impressionado – não tanto com o jogo, que ainda tem muita coisa genérica de FPS futurista, mas com a quantidade de recursos que ele oferece para um jogo lançado como download por apenas 1200 pontos (equivalente a US$ 15, ou R$ 30 considerando o custo dos pontos na Live Brasil). Boa jogada da desenvolvedora: se saísse em disco a US$ 60, poderia não receber atenção mesmo com um multijogador muito sólido e variado (foi comparado até a Battlefield!). Compra certa assim que virar o cartão de crédito.
  • 27 – Outland (PSN/XBLA): Não joguei Ikaruga e nem suporto o conceito de bullet hell, mas a ideia de misturar a principal mecânica deste game (sua nave alterna entre duas cores, balas da mesma cor não te afetam) com um jogo de plataforma parece bem interessante. A recepção a Outland também tem sido muito boa. Assim como ilomilo (ver janeiro, acima), Outland me faz pensar em criar logo uma conta na Live americana…

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Ufa. E depois de tudo isso, neste mês de maio ainda teremos:

  • L.A. Noire (PS3/X360)13 – Brink (PC/PS3/X360): Eis um jogo com o qual estava mais animado antes dos vídeos de gameplay saírem, principalmente o vídeo sobre as previsíveis classes de personagem. A impressão que ficou é de que todo o lance do parkour é secundário e de que Brink se trata apenas de mais um shooter em um mundo pós-apocalíptico – e em breve ainda teremos Rage nesse campo. Considerando ainda que Brink é da Splash Damage, que tem um currículo de FPS medianos, e está sendo publicado pela Bethesda, que anda em espiral descendente… Não estou esperando muito.
  • 17 – L.A. Noire (PS3/X360): A grande promessa do mês e uma das grandes do ano, aqui aconteceu o contrário de Brink: cada vídeo novo só aumenta a expectativa. Eu disse que Crysis 2 era o primeiro da lista de compras? Faltou dizer que é a lista de jogos já lançados :) Na verdade, mesmo que tivesse dinheiro agora, seguraria pra pegar L.A. Noire antes, sem dúvida.
  • 20 – No More Heroes: Heroes’ Paradise (PS3): Segundo o link do GameSpot ao lado, esse jogo só sai em julho – mas acabei de receber um mail da ShopTo dizendo que ele estará disponível no dia 20 deste mês. Quem está certo eu não sei, mas ainda assim é um jogo para se ficar de olho. Estou muito curioso para ver a recepção do público do PS3 a ele.

12 comentários sobre “Balanço do 1º trimestre de 2011

  1. Não sei se lembra, mas comentei a uns posts atrás que havia me endividado p/ comprar Portal 2 e Dragon Age? Então, recebi um bom bônus no trabalho (algo como um “melhor escravo do mês”) e, além de conseguir pagar o cartão, comprei Dragon Age 2, Homefront e Section 8. Sim, igual criança que recebe a mesada e gasta metade em chiclete.

    Li a maioria dos seus posts e vejo que temos um gosto muito parecido p/ jogos. Tendo isto em mente, te dou um conselho de amigo: a não ser que vc seja completamente maluco por multiplayer de FPS, o que não é nem de longe o meu caso, não gaste seu dinheiro e, principalmente, sua paciência com Homefront. Sério. Mesmo depois do seu zilhonésimo playthrough, Bulletstorm ainda será muito mais divertido e gostoso de se jogar que Homefront. Até o momento este lixo foi minha maior decepção do ano e duvido muito que outro título consiga superá-lo.

    Sobre DA 2, já adianto o óbvio: as reclamações são muito mais mimimi de fanboy chorão. Se já conviveu com criança birrenta: sabe quando outra pessoa além da que a criança gosta (mãe, pai, babá etc) faz, por exemplo, um nescau e o/a filhote do apocalipse chora dizendo que “está diferente” e que não quer tomar? Exatamente a mesma coisa.
    Queria jogar só umas 2 horas p/ ver como era (já que quero terminar o primeiro p/ exportar meu save), mas acabei jogando 5 e meia. Diretão.
    O jogo ficou muito mais fluido, nada de sentir que a história foi artificialmente “esticada” p/ durar mais do que deveria como no primeiro. Até onde vi, a história se passa apenas numa cidade mesmo e nos seus arredores, mas isso é muito bem explicado e coerente com a história. Tenho certeza que os fanboys deixaram esta observação de lado. Claro que o jogo tem umas coisas meio chatas, como o fato de não poder mudar a armadura de seus companheiros, mas são falhas leves e completamente suportáveis.
    E uma dica: vale MUITO à pena gastar mais R$ 10 p/ pegar o DLC Item Pack 1. Ele vem com 3 sets lendários de armas, armaduras e outros equipamentos que fazem bastante diferença, principalmente no começo do jogo. Claro, as armaduras p/ outras classes diferentes da do seu herói serão completamente inúteis mas as armas, anéis, colares e cintos serão MUITO úteis p/ seus companheiros. Mesmo assim, talvez valha à pena não vender nenhuma destas armaduras “inúteis”. Ouvi dizer que quem tinha o Blood Dragon Armor no primeiro e exportar o save, o receberá no segundo. Talvez aconteça o mesmo num eventual DA 3 com alguns destes equipamentos. Quem sabe o poder de colocar a armadura que quisermos nos outros personagens volta ou vc decide exportar mais de uma classe pro DA 2?

    Sobre Section 8 não posso falar nada, já que ainda não joguei. Vamos ver no que vai dar.

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    1. É, pelo visto vou pegar Homefront piratão pra PC mesmo para não correr riscos. Com esse backlog de compras, não tô podendo.

      A comparação do Nescau feito pro “filhote de apocalipse” merecia uns 356 troféus joinha😄

      E sobre Section 8, você comprou o original ou o Section 8: Prejudice que mencionei? Não joguei o original, e volta e meia vejo ele barato na versão Xbox.

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      1. Bom, eu diria que Homefront não vale nem a banda que consumiria num download piratão. Não digo isso pq o gameplay é ruim. Pelo que vi no modo história, a matança deve fluir bem no multiplayer e exige um bom tanto de player skill p/ acetar tiros sem consumir suas raras balas. O negócio é que odeio multiplayer. Só gosto quando jogo com conhecidos que não passam 23 horas por dia treinando. E o tempo livre de cada um torna estes encontros muito, muito difíceis de acontecer.
        E o modo singleplayer de Homefront… Dá raiva só de lembrar. É exatamente como o primeiro Section 8: o modo single player é só um tutorial fodidamente mal feito p/ te ensinar a mirar e usar as diferentes armas do jogo. Comprei o jogo depois de ver a polêmica em torno daquela cena controversa da criança vendo os pais sendo assassinados e, no fim, este é o único ponto da história inteira com alguma profundidade. Lembra dos filmes do Charles Bronson? Um zé merdinha qualquer que é o One-Army-Men, o fodão. Essa é a história de Homefront. E isso sem a sátira de Bulletstorm ou a adrenalina que, apesar dos pesares, o primeiro (e provavelmente único) playthrough de Modern Warfare é capaz de criar.

        Enfim, joguei o primeiro Section 8 e a jogabilidade é bem legal, mas a história era mais ridícula que a de Homefront. Era claramente um jogo com enfoque no multiplayer. Só comprei o Prejudice pq li que o modo single player está bem mais parrudo. Sinceramente espero que seja verdade e este não se torne outra decepção.

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  2. Fabio, por favor, dê uma olhada nisto aqui:
    “This is what makes Dragon Age II such a mystifying game. By conventional wisdom, it is a vastly improved sequel – gameplay is far more fluid and dynamic, conversations are much more in-depth and the plotline is intriguing and engaging. But somehow by fixing the “problems” of the first title, Bioware removed the soul and the heritage of the Dragon Age namesake, making it nothing more than another middling RPG. Without the features that made Dragon Age: Origins so unique, the title felt featureless in a cluttered, yet dying genre. ”
    http://xbox360.ign.com/articles/116/1168985p1.html

    Sinceramente não entendo a lógica do “por resolver alguns dos problemas mais graves e deixar o jogo muito melhor, tudo se perdeu”. Por esta lógia, minha “essência” foi perdida quando optei por fazer a cirurgia de redução de grau depois de usar óculos por mais de 10 anos e hoje sou outro homem.
    Não tenho nada contra ser nostálgico de vez em quando, mas esse papo de avô que se recusa a lidar com a mudança dos tempos e se limita à visão de trocentos anos atrás é simplesmente ridículo.
    “Ah… No meu tempo as coisas eram bem melhores, com crianças morrendo com sarampo e catapora, tuberculosos morimbundos perambulando pelas ruas, o direito de assassinar nossas esposas em defesa da honra… Bons tempos que não voltam mais”.

    Realmente gostaria de ouvir (ou ler, que seja) sua opinião sobre isto. Estarei eu sendo radical demais por achar que coisas do tipo são fodidamente imbecis?
    E sim, comento aqui p/ não desviar o assunto dos comentários dos outros posts.

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    1. Cara, eu nem sei o que dizer de um troço desses. É tão estupefante que eu li uma, duas, três vezes tentando identificar como eu poderia abordar isso em um Manual do Gamer Cool, mas não consegui reduzir isso a uma única ideia coerente. Não é somente nostalgia burra, porque o título é recente e se está falando da “alma” dele, e não de que as mecânicas novas são ruins – pelo contrário, são até identificadas como “vastly improved”. Não é uma discussão sobre como o gameplay de antigamente era mais desafiador, por motivos semelhantes – de novo, “vastly improved”.

      O que eu posso dizer que nostalgia de vovô que viu epidemia de sarampo e diz “bons tempos” é um assunto que sempre quis abordar no Manual do Gamer Cool, mas preciso pensar um pouco sobre isso porque há o outro lado da moeda – aqueles gamers que começaram a jogar ontem e acham que só Call of Duty é que é jogo “de verdade”.

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      1. P arece o tipo de conversa que já tive com alguns fanáticos. Depois que vc exaure os argumentos da pessoa, algumas soltam algo como “vc está certo, não tenho como discutir. Mas eu tenho razão mesmo assim”. Tanto que o cara sequer aponta um motivo e é obrigado a usar o “somehow” e tenta equilibrar todo o resto em cima desta palavra.

        Quanto aos gamers que mal começaram a jogar e acham que Call Of Duty que é jogo de verdade, não vejo muitos problemas. Afinal de contas ainda são inexperientes e, com o tempo, verão que jogos podem ser muito mais que isso. Todos nós, gamers com alguns anos de jogatina nas costas, já passamos por esta fase.
        Não dá p/ exigir que gamers novatos tenham a mesma bagagem cultural que temos hoje p/ apreciar e filosofar sobre um Deus Ex da vida, assim como não podemos exigir que uma criança que mal aprendeu a ler interprete e aprecie obras barrocas.
        O meu ponto é: a inexperiencia se resolve com o tempo. O problema é ver gamers supostamente experientes (talvez até demais) que se recusam a acompanhar o progresso dos tempos e ficam presos em mindsets “ultrapassados”, criticando toda e qualquer novidade, mesmo que sejam melhorias muito bem vindas, como no caso do sujeito que escreveu esse artigo que linkei aqui.

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  3. Fabio, vc me entendeu errado no Twitter. Vc deu um tweet dizendo que precisava jogar jogos ruins p/ variar. Dei o reply dizendo p/ pegar Homefront e Singularity pq, sem dúvida alguma, estes seriam mais que capazes de suprir sua “necessidade” de jogos ruins. Era só uma brincadeira, não uma ofensa gratuita.

    Sim, sou o @BMenegroth.

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    1. Ahhhh! Agora saquei. Como chegou aqui logo depois do comentário sobre Splinter Cell: Conviction e fanboys, entendi que era algum fã dos SC antigos que ficou ofendido.

      Então, publico teu comment e me desculpo aqui, em público. Me perdoe pelo escândalo e pelo xingamento. Até já apaguei os tweets relacionados lá.
      (Sou troll mas sou justo! XD)

      Mas no final das contas, espero que o artigo que o mal-entendido gerou, na seção Manual do Gamer Cool, compense a amolação. Daqui a pouco está no ar😉

      PS.: Eu tenho Singularity, joguei 1 hora dele e gostei do que vi. Lembrou até Bioshock um pouco.

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      1. Sem problemas. Foi apenas um mal entendido.🙂

        E cara, aconteceu a mesma coisa comigo quando joguei Singularity. No começo é tudo muito lindo, a premissa é foda demais e os gráficos são ótimos. Daí vc avança no jogo esperando algo bom. Nada aparece, então vc pensa “hum… Acho que apenas não cheguei na parte que o jogo realmente vai p/ frente…”
        E é isso até o final. E que finais desgraçados, pqp… Foram tão ruins, mas tão ruins que tive vontade de jogar o pc, o monitor e a mesa pela janela.
        Enfim, se um dia estiver precisando recarregar a bateria da raiva p/ mais trolladas, jogue Singularity até o fim.

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