Back: Fedeu, Fallout bateu (25/04 a 01/05)

Botão BackNesta seção, vou apertar o botão de Voltar e relembrar os cinco games que mais joguei durante a semana anterior. Nada de resenhas, apenas comentários sobre os trechos efetivamente jogados. SPOILER ALERT: se há uma seção deste blog em que não terei pudor de comentar a narrativa de um jogo, será esta aqui. Considerem-se avisados!

Vault Boy em New VegasPela primeira vez desde a chegada da seção Back, estou jogando no Xbox 360 e no Wii em vez de no PS3 – e não, isso não tem tanto a ver com a PSN, já que mesmo no caso de Left 4 Dead 2 ou de The Conduit estou jogando o modo campanha sozinho, assim como estava fazendo com os games de PS3 antes da queda (o último que testei online, e só por uma hora, foi Resistance: Fall of Man). O único jogo que provavelmente estaria aqui mas não entrou por conta da queda da PSN é Portal 2, que peguei no último fim de semana mas decidi deixar de lado enquanto não puder ativar a integração da PSN com o Steam (para quem ainda não sabe, a versão para PS3 de Portal 2 dá um código para baixar uma cópia do jogo no PC, permite jogar co-op com os usuários das versões PC e Mac, e salva o jogo nos servidores da Valve também). Mas a grande surpresa da semana foi que, por conta do patch recém-lançado para Fallout: New Vegas, acabei colocando-o pra rodar e… Fedeu, bateu, agora vou longe nele. Ahhh, Fallout, teu universo pode ter ficado em segundo plano para Mass Effect no meu coração, mas ainda assim tem poder.

Capa de Bully Scholarship Edition (Wii)
3 horas
Bully: Scholarship Edition (Wii)

Não sou muito de ficar voltando a jogos que já terminei, mesmo quando se trata de um clássico moderno como Bully, mas… Além do texto ter revivido ótimas memórias, há uma boa desculpa: eu fechei a versão básica do PS2, mas não a Scholarship Edition, que tem um monte de conteúdo extra – 8 missões, 4 personagens, 4 aulas novas, itens, roupas e até a possibilidade de jogar minigames com outra pessoa (somente local). E o melhor é que este conteúdo não está todo entuchado no final do jogo, como uma espécie de expansão, e sim integrado à jornada desde o início (especialmente as aulas novas, que “empurraram” algumas das antigas mais pra frente). Há também algumas correções de bugs e de disponibilidade de missões paralelas (antes somente disponíveis bem entre as aulas). Os gráficos, obviamente, não apresentam nenhuma melhora muito visível em relação à versão anterior; se quiser algo mais polido, a Scholarship Edition também saiu para Xbox 360 e PC. Não é absolutamente essencial para quem já o jogou no PS2, mas se encontrar esta edição a um preço barato – o que deve ser provável hoje, anos após o lançamento – e estiver a fim de jogar Bully de novo, vale a pena. Para quem tem Wii, ela fica mais atraente ainda: os controles são suaves e é especialmente divertido se defender dos bullies socando o ar com o Wii Remote e o Nunchuk (Bully: Scholarship Edition sempre esteve na fila para a seção Motion Sickness, aliás).

Capa de Left 4 Dead 2 (PC/X360)
3 horas e meia
Left 4 Dead 2 (X360)

Podem me zoar o quanto quiserem, mas sim, eu comprei Left 4 Dead 2 no Xbox em vez de no PC (onde custaria muito mais barato via Steam). Foi uma compra de impulso logo depois que adquiri o console, em que meus olhos só viam os exclusivos do X360 – afinal, eu comprei outro console HD por causa desses jogos, certo? Não me arrependi exatamente da compra, até porque o jogo vale muito… Mas como ninguém na minha lista de amigos tem Left 4 Dead 2 na mesma versão, acabei deixando-o de lado até ter disposição de jogar com gringos mesmo. Até que na semana passada, após um dia particulamente estressante no trabalho, resolvi que precisava de uma boa matança de zumbis e que iria encarar as campanhas de Left 4 Dead 2 em single-player mesmo e foda-se, mesmo não sendo o ideal. Esta semana acabei pegando gosto e terminei as três primeiras campanhas (não contando The Passing, DLC que ainda não baixei). Mas o mais vergonhoso mesmo foi demorar duas campanhas inteiras para perceber que é possível fechar portas na cara dos zumbis… /facepalm

Capa de The Conduit (Wii)
4 horas e meia
The Conduit (Wii)

Esta semana finalmente consegui uma cópia de The Conduit 2, o que imediatamente me fez pensar no antecessor, que testei por meia hora e nunca mais peguei. Não estava preocupado em ver a campanha dele, mas o início do segundo jogo parece ser tão diretamente ligado ao que se passou no primeiro que resolvi começar do começo. E foi bom lembrar de uma coisa: por mais que The Conduit tenha uma história genérica futurista de teoria da conspiração, ele é o Halo do Wii, pelo menos no que diz respeito aos controles e pelo que o jogo representa pro console (ou seja, em todo o resto não se compara, claro). Ainda hoje, The Conduit é o FPS mais intuitivo e suave de se jogar com o Wii Remote + Nunchuk – basicamente, se você não conseguir pegar o jeito em meia hora de jogo, é porque você só consegue jogar FPS no mouse ou nos joysticks com dois analógicos mesmo.

Assim como Halo definiu o molde para shooters futuristas na geração Xbox, The Conduit mostrou como se faz um jogo do gênero no Wii: inimigos não podem ficar longe demais (difícil acertar uma cabeça de alfinete em baixa definição enquanto se aponta para a tela), nenhum ambiente pode ser muito amplo (para reduzir a necessidade de virar demais para um lado e outro) e é absolutamente necessário oferecer plena customização de controles e da área útil em que o Wii Remote passa a controlar o giro da câmera (“dead zone“), entre outras coisas. E no caso de The Conduit, ainda há uma influência de Metroid Prime na forma do gadget ASE, uma espécie de câmera-com-sensor usada para hackear computadores, abrir portas, encontrar e traduzir mensagens secretas e detonar minas invisíveis, entre outras coisas divertidas.

Mas o melhor mesmo é como o jogo lida com a invasão alienígena: primeiro, ela conta com a ajuda de uma organização secreta terrena, como convém a um roteiro cheio de referências ao Illuminati; segundo, porque os aliens às vezes chegam através de portais – os tais conduits – e você tem que encontrá-los e destruí-los com uma granada… Ou o fluxo de alienígenas não para! No início do jogo, isso parece injusto, mas logo você pega o jeito e percebe que não pode ficar muito tempo parado. Como o movimento de jogar a granada é bastante preciso – ela vai sempre exatamente onde o cursor estiver apontando – e nenhum conduit deixa passar mais do que 2 a 4 aliens por vez,  você consegue alternar entre matar um aqui, outro ali, encontrar o portal e jogar a granada, e assim por diante. Junto às funcionalidades do ASE, The Conduit acaba se tornando um FPS diferente, que exige um pouco mais de atenção e cérebro. Aposto que se o jogo saísse em alta definição pro Move, seria um sucesso instantâneo no PS3.

Capa de Fable 2 (PC/X360)
5 horas
Fable II (X360)

Na segunda-feira passada finalmente chegou nos correios a edição de colecionador de Fable III que encomendei em janeiro – e assim como em The Conduit 2, isso me fez voltar ao jogo anterior, que ainda não tinha terminado. Parênteses: não, eu não gosto tanto assim de Fable – é só que a edição de colecionador entrou em uma dessas promoções da Play-Asia.com e acabou saindo mais barato do que comprar a edição normal no Brasil, mesmo com imposto. Para quem estava esperando Fable III baratear um pouco mais, foi uma bênção: paguei o que queria pelo jogo e ainda ganhei “de brinde” uma caixa em forma de livro antigo e com fundo falso, onde ficam guardados um baralho da série e uma moeda de metal representando o bem e o mal no jogo.

Fable II pode dividir opiniões, mas para mim não tem muito segredo: é um RPG que vira de cabeça pra baixo (ou ignora mesmo) tantas convenções do gênero que acaba fluindo como um jogo de aventura em 3D, o que é ótimo quando certas idiossincrasias dos RPGs incomodam. Tem horas que eu não quero gerenciar munição (alô, Fallout), lidar com combate estratégico e pausado (alô, Dragon Age) ou fazer escolhas morais complicadas (alô, todos os jogos da Bioware); é aí que entra Fable, com sua munição infinita, combate no limite do esmagamento de botões e nenhuma dúvida sobre o que é certo ou errado – dicotomia justificada pelo clima de humor britânico que, por vezes, lembra até o Monthy Python. O difícil mesmo é permanecer no jogo por muito tempo; a história é meio chavão, a grande maioria dos personagens está lá apenas para cumprir um papel específico, e muita coisa te distrai a título de experimento – como “testar” a eficácia das camisinhas (não usei UMA vez e já deu embucho!), o quanto as expressões podem irritar as pessoas, e assim por diante. Em tempo: já vi que Fable III eliminou a necessidade de ficar segurando um botão para “absorver” a experiência ganha em combate. Graças!

Capa de Fallout: New Vegas (PC/PS3/X360)
6 horas
Fallout: New Vegas (X360)

Algumas coisas… Algumas coisas nunca mudam. Outro dia mesmo estava conversando com o Chicão do Cosmogamer sobre como tínhamos começado Fallout: New Vegas e logo depois deixado de lado, por ser tão parecido com o anterior. No meu caso, ainda havia outro porém: como tenho diversos outros jogos mais antigos para pelo menos dar uma passada, decidi esperar pelo patch de New Vegas que corrigiria os bugs monstro do jogo (em tese). Pois bem, esses dias saiu o tal patch (e no domingo um patch do patch, mas isso já é história para uma coluna Tilt qualquer dia desses); logo, resolvi pôr o jogo no Xbox para rodar essa atualização e… Putz, acabei jogando um pouco e… Bateu.

Talvez por já ter terminado os dois Mass Effect e ter empapuçado um pouco de Dragon Age: Origins, a sensação de voltar a terreno familiar foi mais uma bênção do que uma maldição. Bem ou mal, o universo de Fallout ainda é um dos mais bem realizados da ficção pós-moderna (não apenas em videogames), e pelo visto, tudo foi uma questão de entrar nele com o mindset correto – de que a engine do game não importa tanto em um RPG e nem todos podem ser Mass Effect – e de topar com algum momento narrativo que te empurre para a frente. No meu caso, esse momento foi chegar ao povoado de Primm e descobrir que o serviço que quase te matou chegou a ser oferecido a outra pessoa antes, que recusou ao saber que você seria o próximo da lista a receber a oferta de trabalho (para quem ainda não sabe, New Vegas começa com o seu personagem sendo capturado durante um serviço de entrega, tomando um tiro na cabeça e sendo enterrado no deserto). E agora fudeu: não vou conseguir parar de jogar enquanto não encontrar esse maluco e descobrir por que porra ele passou o trabalho adiante.

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3 comentários em “Back: Fedeu, Fallout bateu (25/04 a 01/05)

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  1. Adoro Fallout New Vegas, mas os bugs realmente me deram uma brochada. Eu to bem avançado no jogo. Já descobri a treta, já cuidei dela e agora tenho coisas maiores pra resolver, mas deixei a main quest de lado pra explorar mais do mundo que tem coisa pra cacete. Vamos ver se o patch novo me anima a continuar.

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