Back: Tirando o atraso (18/04 a 24/04)

Botão BackNesta seção, vou apertar o botão de Voltar e relembrar os cinco games que mais joguei durante a semana anterior. Nada de resenhas, apenas comentários sobre os trechos efetivamente jogados. SPOILER ALERT: se há uma seção deste blog em que não terei pudor de comentar a narrativa de um jogo, será esta aqui. Considerem-se avisados!

Feriadão é isso aí: você se empolga e começa a pegar jogos que ficaram para trás porque você nunca tem tempo para eles. Para a maioria das pessoas, isso provavelmente significa jogar os “games B” da fila – aqueles lançados há um ou dois anos e que não foram terminados porque acabou pintando algo mais bombástico ou um blockbusters online desses que tomam todo o seu tempo livre. No meu caso, porém, o atraso é outro. O fato é que passei boa parte dos anos 90 e 00 sem console nenhum e, com isso, tenho jogo na fila de diversas épocas, especialmente graças ao Virtual Console, ao Steam ou a relançamentos atrasados no PS3. Esta semana, a lista de mais jogados se encheu deles, com uma única exceção. Aí vão os cinco games mais jogados nessa sessão atraso!

Portal

The Orange Box (PC/PS3/X360)
4 horas

Sim, eu não tinha terminado Portal ainda. Não, não foi por causa de um puzzle complicado nem nada; simplesmente o joguei quando tinha apenas uma hora livre, só para ver como era, e nunca mais voltei a ele. Nada como o lançamento de uma sequência para retificar o problema, ainda mais quando ela gera tanto hype assim e chega bem em uma semana de feriado… E como o jogo é curto, não tem desculpa, né? Em pouco mais de 3 horas a coisa estava terminada, e ainda me empolguei para visitar algumas test chambers novamente com comentários dos desenvolvedores, o que me consumiu quase uma hora.

Portal é realmente impressionante. Eu poderia ficar matutando sobre como a curva de dificuldade é suave, como os puzzles são bons sem serem difíceis demais, ou como a física do jogo é espantosa até hoje. Mas na verdade, o conceito dele ainda é o que chama mais a atenção – tanto que mesmo hoje, anos depois, nada se parece com ele, nem mesmo vagamente. Também foi bom finalmente chegar a um ponto do jogo em que a narrativa começa a se desenvolver, GLaDOS ficando cada vez mais sarcástica… E poder finalmente entender as piadas de bolo feitas por quem jogou XD A sequência final, que se estende pelas áreas de manutenção da Aperture Science, e o confronto com GLaDOS foram simplesmente inesquecíveis, assim como a famosa canção “Still Alive”… E só fiquei pensando “como não joguei isso antes, meu deus”?

F.E.A.R. – First Encounter Assault Recon

Capa de F.E.A.R. (PC/PS3/X360)
4 horas

Após finalmente passar algum tempo dedicando atenção completa a F.E.A.R., percebi que, de certa forma, ele me lembra Dead Space. Por um lado, ele é exatamente o que os fãs mais arraigados alegam: os momentos de terror dele são realmente assustadores, de pular na cadeira e gritar fêladapúta!; por outro, não dá para ignorar que ele é, antes de qualquer outra coisa, um jogo de ação – no caso, um FPS em vez de tiro em 3ª pessoa inspirado em Resident Evil 4, mas ainda um jogo de ação. E, assim como no caso de Dead Space, não há nada de errado nisso, e sim na incapacidade dos gamers mais metidos de reconhecer esses fatos. Outro ponto em comum é como uma das coisas mais criativas em Dead Space – o conceito de desmembramento estratégico – diz respeito ao combate, enquanto F.E.A.R. me impressionou por algo que também é importantíssimo para a ação, especialmente em um FPS: a inteligência artificial (IA). O que os soldados Replica fazem neste jogo não tem precendente e nunca foi reproduzido, pelo menos até onde eu saiba.

Cansei de tomar tiro vindo de áreas que eu nem reparei que existiam porque os Replica não ficam parados se houver uma forma de cercar o protagonista. E quando um deles percebe que está em desvantagem, após vários companheiros seus terem sido mortos, e se esconde atrás de algo para pegar o jogador de surpresa muito depois? Pura maravilha. A natureza do combate e dos mapas – quase sempre em corredores fechados com algumas bifurcações e áreas escondidas dentro de tubos de ventilação – ajuda a manter a tensão quando se começa a jogar, mas cansa após um tempo. Assim como o jogo inteiro, aliás; o ritmo dos acontecimentos é lento demais, a ponto de ter passado mais de uma hora sem tomar nenhum susto, apenas combatendo. Vale aqui comparar com Half-Life 2, do qual F.E.A.R. empresta a ausência de cutscenes (ou seja, as cenas de exposição narrativa são apresentadas diretamente na engine do jogo mesmo); enquanto lá esses momentos são entremeados com puzzles espaciais e mudanças de perspectiva, como ao comandar um bote motorizado ou as seções que devem ser atravessadas correndo, aqui em F.E.A.R. temos longos períodos com mais nada a fazer além de iluminar corredores escuros e atirar em supersoldados. Como ainda estou na metade do jogo, espero que as coisas andem mais no final.

Half-Life 2

The Orange Box (PC/PS3/X360)
5 horas

Ao terminar Portal e voltar ao menu da Orange Box, com todos aqueles jogos ali, em ocorreu o seguinte: ultimamente eu terminei Resistance: Fall of Man e adiantei bastante F.E.A.R. Se a intenção era correr atrás de FPS clássicos que ainda não tinha jogado, o que estou fazendo deixando Half-Life 2 na fila? E então comecei a jogá-lo. Vale dizer que nunca terminei o primeiro jogo, embora tenha gasto algumas horas em PCs alheios com ele. Para não boiar demais, dei uma lida no resumo do primeiro jogo segundo a Wikipedia e segui adiante. Como não podia deixar de ser, meu queixo caiu diversas vezes após algumas horas.

No livro com os 100 melhores games de todos os tempos da revista EDGE, a entrada sobre Half-Life 2 (4° lugar na versão gringa, 13° na brasileira) menciona como o jogo só não foi copiado porque ninguém saberia por onde começar. De fato, é tanta coisa única nele que impressiona. Certos elementos foram emprestados por jogos posteriores aqui e ali – vide F.E.A.R., acima – mas nunca foram utilizados de forma tão abrangente e/ou pervasiva quanto em Half-Life 2 (e no seu antecessor em alguns casos): a ausência de cutscenes, os puzzles espaciais envolvendo movimentação de objetos, a ênfase em rapidez de raciocínio em vez de mira milimétrica, a física que envolve a Gravity Gun… De certa forma, foi bom ter jogado Portal primeiro e visto que toda a genialidade dele teve uma semente em um FPS surreal como Half-Life 2. Foram tantos momentos de “uau” que tive jogando que nem sei por onde começar, então vou apenas citar o capítulo que se passa no bote motorizado – um pouco longo demais, mas absurdamente criativo do começo ao fim. Não vejo a hora de terminar o jogo.

Dragon Age: Origins

Capa de Dragon Age Origins (PC/PS3/X360)
6 horas

O único jogo que “surfou” do Top 5 da semana passada para o desta semana só reafirmou o quanto é viciante… Mas ao mesmo tempo, não no mesmo nível de um Fallout ou Mass Effect. A verdade é que RPGs costumam ser meu gênero favorito, e quando engrenam, não consigo largá-los. Isso vale para qualquer tipo de RPG, seja ele puramente tático ou de ação, tanto faz. Foi assim com as duas séries acima citadas. Foi assim com os dois Vampire: the Masquerade para PC (especialmente o segundo, Bloodlines). Foi assim com Baldur’s Gate e Neverwinter Nights, mesmo não tendo terminado ambos (mudanças de computador deixaram-nos pra trás). Já com Dragon Age: Origins, a mesma sensação só acontece em momentos compactos. Basicamente, quando me animo de jogá-lo, não o largo em menos de 3 ou mais horas, sempre querendo saber o que irá acontecer depois; porém, depois fico dias sem querer tocar nele.

O problema é que, ao final de cada sessão longa, fica a impressão de que os avanços incrementais nem sempre compõem um único grande avanço narrativo. Por exemplo, lembram do caso do menino possuído pelo demônio? Tudo foi vivido na expectativa de conseguir o apoio do pai nobre do garoto, que estava doente antes de todo o rolo. Mais de seis horas de jogo depois, vocês acham que consegui curar/reviver o cara? Pfff, nem mesmo consegui obter o item que supostamente fará isso – e eu não desviei do caminho para fazer missões paralelas! Ah, e vocês acham que isso aconteceu porque salvar o cara é um grande ponto da trama? Sim, é… Assim como outros 3 sujeitos que ainda preciso visitar para montar o exército de Ferelden contra o arquidemônio. Em seis horas de Mass Effect 2, o jogador já teria recrutado dois companheiros e talvez concluído uma missão de DLC. Enfim, o ponto é que Dragon Age é ótimo, mas às vezes se arrasta um pouco, mesmo para um RPG épico.

The Legend of Zelda: Ocarina of Time

Capa de The Legend of Zelda: Ocarina of Time (N64)
14 horas

Feriado ou não, tenho tanta coisa para revisitar em diversos consoles que acabei deixando nada mais, nada menos do que Ocarina of Time de lado. Até que uma série de podcasts sobre os 25 anos da série me fizeram ficar com vergonha e resolvi partir pra ele, versão Virtual Console. E pude perceber que, apesar das notas 10 que o jogo cansou de receber, ele tem dois pequenos defeitos: a câmera e o fato de que demora um pouco para engrenar. Já tinha tentado iniciá-lo duas vezes, e em ambas parei logo depois da primeira dungeon (Deku Tree) e não mais voltei. Agora, com tempo e paciência de sobra, fui até o castelo, falei com a Zelda, visitei a fazenda, fui a Death Mountain, a Zora’s Fountain… Ou seja, horas e horas sem largar até conseguir as três spiritual stones e parar 7 anos no futuro.

Outra coisa curiosa é como o jogo ainda é intuitivo/jogável hoje em dia, sim… Mas ninguém lembra como certas coisas nele envelheceram bastante: por mais revolucionário que o Z-targeting tenha sido, hoje em dia é meio estranho depender dele e não usar a segunda alavanca analógica para controlar a câmera, por exemplo. Talvez o meu Classic Controller, que é genérico, não seja dos melhores, mas tenho tido alguma dificuldade para conseguir travar a mira nos inimigos que se mexem mais rapidamente. Além disso, a câmera do jogo se perde diversas vezes – o que eu tomei de morcego de fogo na cara de repente, vindos de fora do alcance da câmera e do z-targeting, não foi brincadeira. Se todo o resto não fosse tão, tão legal… Seria difícil perdoar a câmera, uma das mais irritantes que já vi em um jogo de aventura em 3 dimensões.

13 comentários sobre “Back: Tirando o atraso (18/04 a 24/04)

  1. Pois é, como foi que você não jogou Portal e Half-Life 2 antes Fábio?!?!?!?

    E realmente as partes finais de Portal são inesquecíveis, principalmente a “Stillo Alive”. Acabei de terminar o 2 e apesar de não ter o mesmo “brilho” do primeiro (Convenhamos que era praticamente impossível causar o mesmo impacto) ainda é muito bom e os novos personagens são muito engraçados.

    Se for jogar o 2 algum dia me avise pois ainda estou procurando por parceiros na parte Co-Op.

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    1. Cara, muito provavelmente irei comprar a versão de PS3 já na segunda que vem (ou seja, assim que receber o salário de maio). Tô muito no hype dele pelo que ouvi. Se a PSN estiver de volta até lá, estamos aí.

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  2. Boa lista hein manolo? Desses, F.E.A.R. ainda está na minha lista da vergonha, enquanto que nem sei se vou jogar Dragon Age, pelo menos não nos próximos tempos. Acho que viciei tanto em Demon’s Souls e me afeiçoei tanto àquele estilo de mundo medieval fantástico, que Dragon Age me parece estranho. Não cheguei a jogar o primeiro, mas a demo do segundo (que sei ser bem diferente do primeiro, por conta de sua masseffectização) me deixou bem decepcionado. Achei tudo muito colorido e com um sistema de batalha muito boring. Sei que era só demo, e ainda pretendo dar uma segunda chance à franquia, mas não será logo.

    Embora estranhamente eu não esteja com um hype absurdo para Portal 2, o primeiro foi um jogo que me fisgou como um lambari da lagoa. Fui dar aquela testada básica antes de ir dormir e quando vi tinham se passado umas 3 ou 4 horas e o jogo já havia terminado. Me prendeu de um jeito que é difícil algum jogo me prender e fez eu tomar café dobrado no dia seguinte no trabalho. Mas acho que mostraram tanta coisa do 2 que não estou tão desesperado assim pra jogá-lo. Mas pretendo pegar logo para o PS3, já que ganho a versão de PC junto.

    Half-Life 2 é incrível mesmo, mas também não joguei o 1 e usei a estratégia da Wikipedia xD A Valve sabe muito bem como deixar o jogador fisgado, nutrindo-o a cada 10 min com novidades e/ou elementos que chamam a atenção para o jogo. Geralmente o que faz o jogador parar de jogar é o relógio.

    Ocarina of Time, não é meu Zelda preferido, mas gosto muito dele e tenho que reconhecer que esse garoto fez muito. As altas confusões de Link no reino de Hyrule trouxeram um dos jogos em 3D mais sólidos da época, com mecânicas que foram usadas por muitos jogos em anos posteriores e até o presente momento, ou seja, largando um bom e velho “olha aqui! é assim que se faz!”. Claro que qualquer jogo 3D antigo sofre de problemas, principalmente com câmera e com controles. Hoje ele não ganharia sua nota 10, mas na época foi justo.

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    1. Se você jogou o demo de Dragon Age II e achou o sistema de batalha chato, então dificilmente vai gostar do sistema de batalha do primeiro, a não ser que queira exatamente um sistema *menos* dinâmico. Sobre ser muito colorido, não sei, não tive essa impressão – o que eu tive sim foi do ambiente ser mais repetitivo do que os cenários do primeiro. Mas de fato, visual não é o forte de Dragon Age, em nenhum dos dois jogos.

      Eu também não estava empolgado com Portal 2 porque a impressão que tinha era de que a experiência do primeiro já era na medida certa – um daqueles casos em que menos (em termos de duração) é mais. Porém, depois de ouvir diversos podcasts semanais com as opiniões de jornalistas gringos sobre o jogo (Eurogamer, Gamespot, Major Nelson, Giant Bomb) fiquei com a impressão de que Portal 2 não só é bom como é candidato sério a jogo do ano. Até a EDGE, que é mais exigente (e não incluiu Portal nos 100 melhores games de todos os tempos), deu nota 9 e rasgou seda até não poder mais. Saca só o segundo parágrafo:

      “Portal não foi reinventado, e sim reconstruído para sustentar o peso de uma estrutura muito mais poderosa. As três horas de duração do original dão lugar a duas campanhas separadas mais longas, solo e cooperativa, ambas completas com um elenco de celebridades nas atuações vocais e um aumento significativo de situações explosivas. Tudo que foi sugerido pelo original, Portal 2 aumenta e acelera. Seus quebra-cabeças são ainda mais aventureiros e brincalhões, e o seu roteiro e cenário receberam muito mais detalhes e atenção.”

      SOLD😀

      Sobre Ocarina, eu sou partidário de que jogos não precisam ser perfeitos para ganhar um 10 – pelo contrário, para ganhar um 10 eles precisam ter o peso da ousadia de um Ocarina naquele momento, contexto e geração. Tendo isso, fodam-se quaisquer imperfeições técnicas que possam ser ignoradas com alguma boa vontade. Isso dito, não sei se o fato de Ocarina ser um jogo 3D dos primórdios é uma desculpa para a câmera em certos locais mais fechados. Super Mario 64 tinha uma câmera quase perfeita, e outros jogos de plataforma em 3D do PS1 também tinham câmeras mais aceitáveis do que essa de Ocarina. Mas enfim, é só uma observação feita exatamente para corroborar uma pauta futura: certos detalhes técnicos precisam ser mais relativizados nas resenhas de games. Nem sempre uma câmera ruim é um grande problema, por exemplo.

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  3. Não é o problema das batalhas serem mais “dinâmicas” ou mais movimentadas em DA2. Como disse, pode ser uma falsa sensação da demo mesmo ou do nível de dificuldade, e que deve ser verificada no jogo completo. Mas achei chato ficar do lado do bicho, fuzilando o “X” e esperando a habilidade carregar pra usá-la e voltar a fuzilar o botão. Pior que isso, só usar o arco e flecha xD. Quanto ao visual, talvez nem seja tão colorido assim, a questão é que saindo de DS (que não estou comparando, pois sei se tratarem de dois jogos do mesmo gênero, porém de espécies diferentes) se acha qualquer outra coisa colorida demais =P e a ambientação medieval contrasta essa sensação. E não gostei de todo mundo ficar com a cara lambuzada de sangue. Embora seja uma tentativa de enfiar um fator realístico, me pareceu forçado.

    Não to num hype mega foda, mas vou comprar CERTO o Portal 2. Só preciso terminar as bagaças que tenho aqui. Pode se preparar pra um co-op. o/ (se um dia tivermos PSN novamente xD)

    Quanto à câmera de Ocarina, pode ser. Na verdade falei baseado em minhas lembranças, e joguei há muito. Mas daí eu também lembro que a câmera de Mario 64 me irritava… Hauhauhauh, vai entender. Foda-se, o que importa é que esses são jogos indispensáveis no “currículo” de qualquer um.

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    1. Ah, bom. Olha, na demo o sujeito tem poucas opções de ataque. Com boas magias/ataques mapeados aos outros 3 botões, a coisa muda de figura – e o jogador passa a pausar mais o jogo na roda de ações para escolher com calma o que fazer a cada momento. Além disso, pelo menos no Dragon Age Origins, há uma opção de configuração em que vc pode mandar o botão X “ficar preso” – isto é, uma vez que tenha escolhido o ataque básico do X uma vez durante o combate, o personagem lançará aquele ataque repetidamente sozinho até você escolher outro tipo de ataque ou o inimigo for derrotado. Mesma coisa com o sangue; ele só é persistente se a opção correspondente for escolhida na configuração do jogo.

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  4. Portal realmente foi incrível. E já que vai pegar o Portal 2, te dou um aviso de amigo: não leia nem veja vídeos de absolutamente nada relacionado ao Portal 2 antes de terminá-lo. Leia a HQ virtual e encare o jogo sem saber o que te espera e sua experiência será trocentas mil vezes melhor.
    Fiz isso sem querer quase. Vim saber do lançamento de Portal 2 bem em cima da hora e acabei comprando-o por impulso antes que pudesse me contaminar com reviews e vídeois de gameplay. E depois de terminar o jogo, é impossível deixar de notar o quanto isso favoreceu a experiência de jogo. E te digo mais: p/ mim, Portal 2 é o melhor jogo do ano até agora. Quero ver como isso vai ficar quando lançarem DX 3 e ME 3.

    Quanto ao F.E.A.R., como caralhos alguém consegue negar que é um jogo de ação?! Tudo que vc faz é atirar, acender a lanterna, caçar coletes, munição e medkits e gritar como uma menininha de susto de vez em quando. Procurar por mensagens em secretárias eletrônicas é interessante mas passa muito longe de ser necessário p/ qualquer coisa ingame.
    Tá certo, pode não ser uma ação frenética como em Bulletstorm (comprei e o deixei esquecido no HD. Só lembrei dele após ver um post seu sobre o jogo, diga-se), que quase não te dá tempo p/ pensar na maioria das vezes, mas não dá p/ negar que reflexos rápidos e boa mira são mais que o suficientes p/ te levar do começo ao fim do jogo sem nenhum problema. Pure brainless carnage.
    E não quero miar seu interesse pelo jogo, mas se procura um desenvolvimento melhor da trama… Procure outro jogo. É tipo Timeshift: gastaram tempo e dinheiro demais p/ criar uma jogabilidade incrível e tiveram que apressar as coisas na hora de desenvolver a história. Claro, alguns podem argumentar que esta é uma das melhores estratégias possíveis, deixar apenas pedaços de um quebra-cabeça gigantesco espalhados no jogo e deixar a mente do jogador criar os pedaços que faltam, mas isso sempre me cheira a bullshitagem. Da grossa.
    É verdade que as expansões do primeiro, F.E.A.R. 2 e a expansão Reborn te dão mais peças do quebra-cabeça, mas nunca o suficiente p/ te livrar da impressão que os desenvolvedores simplesmente não tiveram saco de desenvolvê-la melhor.
    E não me entenda mal: adoro todos os F.E.A.R.s e de vez em quando volto a eles. Estou apenas sendo realista.

    Também preciso admitir que Dragon Age é um bom jogo. Realmente lento demais no progresso da trama, mas suportável a ponto de não me fazer desistir do jogo antes de terminá-lo. Apesar de imaginar que levarei meses p/ terminá-lo, dado o tempo que demora p/ avançar e o meu tempo disponível.

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  5. Pode ficar tranquilo que me afastei de tudo sobre Portal 2 exceto resenhas e podcasts que confio, aqueles que nunca entregariam nem um pentelhésimo da trama (por exemplo, passei longe do podcast da Game Informer sobre ele).

    E era exatamente esse o medo que tinha de F.E.A.R. (pun intended). De certa forma não é problema pq a expectativa não era tão grande. Mas se demorar muito para pelo menos mudar o ritmo ou os cenários, não sei se aguento até o final. Pelo menos ele deve render uma boa troca, já que achar o 1º na versão PS3 é bem difícil hoje em dia.

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