Select: Move x Kinect

SelectÉ muito comum, no mundo do entretenimento em geral, fãs criarem rivalidades das mais variadas: Star Trek vs. Star Wars, Marvel vs. DC, Beatles vs. Rolling Stones. Com os games não é diferente – e, considerando o custo de um jogo moderno, é bastante natural fazer escolhas entre games semelhantes e se agarrar a elas. Pensando nisso, criei a seção Select para tomar partido mesmo nesses casos.

Faz tempo que não volto a esta seção, não é? Estes dias, porém, algumas coisas me fizeram voltar a pensar nela. A esta altura, já temos pelo menos quatro meses de Kinect – com direito a quebra de recorde atrás de recorde de vendas – e seis de Playstation Move, dois periféricos que me interessaram no ano que passou e que, inclusive, cheguei a avaliar para outros sites de games (basta seguir os links no nome de cada periférico para ler as resenhas). E nada melhor do que a perspectiva do tempo e das promessas de lançamentos em 2011 para re-avaliar os dois trecos e dar um parecer mais, digamos, competitivo: a esta altura do campeonato, qual dos dois periféricos eu prefiro?

Kinect vs. MoveReforçando, eu escrevi que eu prefiro, e não melhor; não se trata aqui de dizer qual supera qual em termos absolutos, até porque (1) os dois são absurdamente diferentes e têm em comum apenas a ideia de se jogar fazendo movimentos, e (2) quando os periféricos são bons, o ideal é aquele para o console que o usuário tem (ou, para quem tem tanto o Xbox 360 quanto o PS3, o melhor é aquele que tem os jogos que se quer jogar). Também vale dizer que não estou arrependido de ter adquirido nenhum dos dois, embora para mim esteja claro que um deles está três passos à frente no momento em absolutamente tudo – com exceção talvez de um único fator. E já que resolvi abordar o assunto por fatores, vamos começar logo com o pomo da discórdia:

Inovação conta

Aqui todos os fanboys de Xbox 360 (e alguns de Wii mais despeitados) já entram de sola e berram o quanto o Playstation Move é um Wii Remote glorificado – e, em termos bem simplistas, é verdade. O Move é mais preciso e, graças à câmera Playstation Eye, reconhece profundidade de uma maneira que o Wii Remote não consegue (mesmo com o Motion Plus acoplado); de resto, o design é semelhante, o uso na maioria dos jogos é similar, e o princípio é o mesmo. Definitivamente, inovação não é o forte do Move.

Sabre de luz no KinectPor um lado, isso não é problema – ninguém acha ruim quando uma montadora lança uma versão mais robusta, com melhor acabamento e mais acessórios de fábrica de um carro originalmente lançado quatro anos atrás. Alguém tem que levar a tecnologia adiante, e se a Nintendo não o fez e deu espaço pra Sony, ponto pra Sony. Agora, em uma comparação direta, não dá para negar que o Kinect faz muito mais sentido e tem mais potencial. É a evolução natural da ideia de se jogar com o corpo; funciona dentro do necessário para cumprir a sua função de libertar o jogador do controle; e tem o quê de inovação (Sega Activator à parte…) que o Move não tem.

Tudo muito legal, tudo muito bacana… Mas não é o suficiente.

Acessórios para jogar

Os fanboys de consoles, early adopters de tecnologia, hackers amadores e fãs de gadgets podem surtar à vontade com o Kinect, criar todo tipo de aplicativo bizarro para ele ou ter orgasmos nas revistas de informática o quanto quiserem: no final das contas, tanto o Kinect quanto o Move foram adquiridos por milhões de pessoas interessadas em jogar. Jogar, play, jogar, play. Chat em vídeo? Avatar Kinect? Substituir os headsets pelos microfones embutidos em ambas as câmeras? Tudo muito legal, mas secundário. Isso tudo acrescenta valor agregado, sim, mas não motivação extra para usar o treco sem os jogos.

E aí, meu amigo, o banho que o Playstation Move está dando chega a ser ridículo. É quase como ver o Santos de Pelé contra a seleção de Burkina Faso.

Tênis de mesa em Kinect Sports (X360)
E você joga isso usando a palma da mão como raquete

Na boa: se não existisse Dance Central e Your Shape: Fitness Evolved, estaria muito arrependido de ter comprado o Kinect agora. Muito. Simplesmente não há mais nada o que jogar nele. Não, Kinect Sports não é bom o suficiente só porque é da Rare (aliás, ele é pior do que o Sports Champions do Move. Sinto muito, mas é a verdade). Kinect Joy Ride não é tão ruim quanto dizem, mas não justifica comprar o acessório. Kinect Adventures é surpreendentemente divertido para um jogo que acompanha acessório, mas é curto e não te incentiva a continuar jogando depois de ganhar algumas das Conquistas e liberar traquitanas para o seu avatar. E o resto dos jogos de esportes e luta? Basta procurar no Metacritic e ver o desastre: em média, eles conseguem ser piores do que jogos semelhantes no Wii (Deca Sports Freedom, estou olhando para você).

Mas isso, de certa forma, a gente já sabia que ia acontecer. Esses eram os jogos do lançamento do Kinect contra uma série de games mais diversos da Sony, desde a bobeira de Kung Fu Rider até o suporte integrado em Killzone 3, do obrigatório título de esporte (o citado Sports Champions) aos movimentos ainda mais naturais em Heavy Rain. Esse quadro já estava desenhado desde setembro, pelo menos. E já estamos em março de 2011. Qual a perspectiva pro futuro, em termos de jogos?

Olhando para a frente

Playstation Move Sharpshooter para Killzone 3 (PS3)
Ah, mete mais medo que a Wii Zapper, vai #not
A Sony lançou um acessório, o sharpshooter, uma arma de plástico um tantinho mais elaborada do que a Wii Zapper. Outro jogo de tiro dela, SOCOM 4, vai ter suporte não apenas ao Move quanto ao sharpshooter. É bem provável que o mesmo aconteça com Resistance 3. A existência do Move permitiu à EA integrar Dead Space: Extraction – de longe, o melhor shooter on-rails já feito – para a PSN e como brinde da versão limitada de Dead Space 2 para  PS3. Além disso, em breve termos suporte ao controle em LittleBigPlanet 2. Parece claro que a Sony não pretende largar o Move de lado este ano, mesmo com uma biblioteca de jogos compatíveis mais diversa a esta altura.

A Microsoft anunciou alguma coisa nova pro Kinect em 2011? Ah sim, o aplicativo Avatar Kinect. E as produtoras terceiras? Star Wars, Steel Battalion, Codename DRise of Nightmares e Project Draco, todos anunciados ainda em 2010… Sobre eles ninguém sabe, ninguém viu. A Double Fine anunciou recentemente um jogo da Vila Sésamo para Kinect – legal, a Double Fine sabe o que faz. O que mais? Gunstringer, que um site aí chamou de “esperança hardcore pro Kinect” e… pera, para tudo. Deixa ver se eu entendi: um jogo de controlar marionete agora é “hardcore”? Fala sério – na boa, esse jogo parece legal, mas se tivesse saído pro Wii duvido que fosse ser chamado de “jogo hardcore”. DUVIDO. Enquanto isso, o único jogo realmente para jogadores dedicados com lançamento confirmado para 2011 é Child of Eden… Um jogo que já estava anunciado desde 2010. Ah, e vai sair também para PS3. Suporte ao Move? Ainda não confirmado, mas porque não teria?

Resumo da ópera: a Sony pode não fazer tanto estardalhaço com o Move, mas ela continua lançando, pouco a pouco, coisas novas pro acessório. O Kinect, por sua vez, está com um nível de suporte em jogos muito abaixo do que as vendas sugerem. Ainda está como aposta, enquanto o Move, mesmo vendendo menos, é uma realidade.

Opções menos ortodoxas
Kinect Joy Ride (X360)
Isso não tem muito mais cara de jogo da Live?

Além do mais, parece que ninguém está realmente querendo buscar novos tipos de integrações com o Kinect. Gunstringer e Vila Sésamo serão distribuídos via Xbox Live, mas… Demorou para isso acontecer, hein? O próprio Joy Ride era inicialmente um jogo para download, ou seja, alguém chegou a considerar a possibilidade de termos jogos compatíveis com o Kinect na Live Arcade (e Joy Ride seria muito mais atraente se tivesse permanecido assim e com um custo mais baixo). Entretanto, por algum motivo obscuro, alguém achou que jogos pro periférico teriam que vir em disco, pelo menos de saída.

Enquanto isso, a Sony já soltou, logo no lançamento do Move, Planet Minigolf e Tumble, além de echochrome II logo após. Com isso, em menos de um mês de periférico, o usuário do Move podia ir em uma loja de departamentos da vida e pegar um jogo com cara de “para toda a família”; inserir sua cópia regular de certos jogos (Heavy RainResident Evil 5 Gold Edition, M.A.G., R.U.S.E.) e simplesmente fazer um update para usar o seu acessório; ou logar na PSN e caçar alguma coisa de interesse. Com isso, aconteceu um fenômeno interessante: embora se possa dizer que não há um jogo que, sozinho, valha a compra do Move (pessoalmente, eu diria que Heavy Rain vale, mas tudo bem), o fato é que quem comprar o acessório tem diversas opções pelo menos razoáveis que, juntas, justificam a aquisição do dildo colorido piscante da Sony.

Para piorar, existe uma disparidade razoável nos tipos de jogos que os dois acessórios cobrem. O Kinect segue um caminho mais heterodoxo até do que o próprio Wii: jogos de dança, esportes, gincana… E acabou. O negócio está tão padronizado que tem gente morrendo de antecipação para um provável shooter on-rails da franquia Gears of War (que se tivesse saído para Wii, seria uma “heresia”) e para o controle da marionete em Gunstringer. Enquanto isso, o Move é utilizado em jogos de estratégia, de puzzle, tiro, aventura, golfe, esportes… Simplesmente não há comparação: podem haver casos absurdamente #fail, como Kung Fu Rider, mas pelo menos a Sony e suas parceiras estão tentando levar o Move a todo tipo de experiência (e vice-versa). O Kinect? Só nos hacks. E olhe lá.

O inevitável aviso
Child of Eden (X360/PS3) na E3 2010
Espetáculo de luz e som para salvar o Kinect?

É claro que esse é o panorama hoje, em março de 2011. Temos E3 pela frente, onde muita coisa pode ser mostrada/apresentada/anunciada. Todos estes jogos para Kinect que estão no limbo podem se tornar realidade. Aliás, não me espantaria se a falta de notícias deles for exatamente uma estratégia calculada da Microsoft para bombar no evento. O problema é que nosso dinheiro, neste momento, está muito escasso considerando o que já foi efetivamente anunciado no mundo dos games para 2011: entre diversas continuações de franquias famosas, o Nintendo 3DS e o sucessor do PSP, não dá pra ficar gastando agora com acessórios que ainda são uma promessa.

E por isso tudo eu concluo: se, a esta altura, você ainda não sucumbiu à sedução de novidade dos dois periféricos e resolveu que vai escolher um agora, não pense duas vezes: adquira o Move (importado, porque pelos R$ 799 da Sony Brasil não dá. Na House Games a versão japonesa do pacote, com o controle e a câmera, custa R$ 299). Guarde o Kinect mais pra frente, para quando as promessas se concretizarem. Conselho de amigo.

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10 comentários em “Select: Move x Kinect

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  1. “Deca Sports Freedom, estou olhando para você” já imaginei o Fabio com aquela trollface e o coitado do jogo quase derretendo. xD

    Tua análise dos dois controles de movimento é bem o que eu pensava a priori, já que não possuo nenhum dos dois por enquanto.

    O Kinect é sem sombra de dúvida mais interessante e inovador, mas, como mencionado no texto, em termos de jogo ele perde feio em relação ao move. Ainda está nos meus planos o 360 com o seu sensor de movimento, mas este eu quero pelas funcionalidades extras, pelo entusiasmo com os hacks e pelo prometido futuro suporte ao PC. Coisas como chegar em casa e ativar o PC via comando de voz do Kinect e colocar uma música ou qualquer coisa do tipo, me motivam muito mais do que quando penso nos seus jogos. O que já é o inverso no Move, onde minha consideração é apenas com os jogos, principalmente FPSs, devido à experiência com o Wii.

    Mas isso acontece por um fator que dificilmente é considerado (na verdade nunca vi) com relação a esses controles: Um é um puro sensor de movimento, o outro é um controle híbrido.

    O Kinect é um puro sensor de movimento, funcionando unicamente através de gestos e/ou comando de voz. Aí é que reside o problema de não se lançarem mais jogos “hardcore” para ele. Já que fica impraticável controlar livremente um personagem em qualquer action game da vida. A saída seria talvez usar o sensor de movimento como um suporte extra em jogos mais complexos, ou seja, a jogabilidade ocorreria com o controle normal do Xbox, enquanto que ações subsidiárias como atirar uma granada, mexer num menu ou outras interações no jogo se possa usar os sensores do Kinect.

    A facilidade de uma implementação dos jogos ao Move é porque ele é um controle normal, com seus botões e alavancas, melhorado com um sensor de movimento. Isso garante uma maior flexibilidade na hora de criar ou adaptar jogos para ele, pois ele é um híbrido que permite, por exemplo, controlar um personagem livremente com o joystick e ao mesmo tempo mirar com o dildo cabeçudo. Essa é para mim a grande vantagem do Move, se o foco for unicamente jogar.

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    1. Sabe que eu pensei em mencionar essa questão dos botões/da sensação tátil no texto, mas ele já estava ficando grande demais e deixei pra outra hora?

      Aí hoje fiquei pensando no teu comentário e me veio o seguinte. Tudo bem, certas coisas não são imediatamente possíveis com o Kinect como são com o Move… Mas por outro lado, outras são bem viáveis. Exemplos que me ocorreram no ônibus:

      * Shooter na linha de Killer7: o jogo é semi-on-rails, você só vai pra frente e pra trás e escolhe qual caminho seguir em bifurcações. Isso é perfeitamente possível de replicar com o jogador colocando uma perna à frente ou atrás (Your Shape usa isso em minigames, por exemplo) e escolhendo o caminho com as mãos.
      * Adventures: Imagine adventures do tipo apontar-e-clicar em que se usa as mãos para apontar onde o personagem deve ir e depois interagir com o ambiente 3D, resolvendo quebra-cabeças com minigames usando as mãos – é perfeitamente viável, mais intuitivo e imersivo do que os adventures que temos hoje.
      * Puzzle games: Tumble é um jogo de empilhar blocos que usa o Move. Usar as mãos seria ainda mais intuitivo. Echochrome é um jogo em que se usa o Move como uma lanterna, e tb seria mais intuitivo usar as mãos com o Kinect (embora bem menos preciso).
      * Simuladores de vôo ou de tanques em 1ª pessoa: Boa parte da interação é com um painel de instrumentos, manches, volantes e afins, e tais jogos não requerem tanta precisão quanto o volante de um carro em uma corrida. Porque não fazer um desses pro Kinect?

      E isso foi só de cabeça e de sopetão. Se eu consigo pensar nesses conceitos, os designers da Microsoft também pensaram neles. Porque não os realizam? Simples, porque todos eles têm uma coisa em comum: chance quase zero de vender tanto quanto Dance Central ou Kinect Sports.

      E essa é a diferença do que tem ocorrido com o Move. Por mais que seja mais fácil desenvolver pra ele, antes de mais nada é uma questão de vontade. A Sony com certeza não lucrou horrores com Tumble, echochrome, Kung Fu Rider e R.U.S.E., mas os desenvolveu/incentivou/apoiou do mesmo jeito. O importante era ter tanto um puzzle na PSN quanto um jogo de tiro blockbuster como Killzone 3, e tudo o que fosse possível criar/lançar entre estes dois extremos. A Microsoft até agora não parece ter a mesma gana. Empecilhos existem, mas nesse caso, o que está faltando antes de mais nada é vontade de diversificar mesmo.

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      1. Exatamente. Também já havia pensado nesses outros estilos de jogos, até porque sou um mega fã de Adventures e passei minha infância jogando Rail-Shooters nos fliperamas. Acontece que o que esses jogos tem em comum é a não necessidade de um controle constante ou mesmo frenético como um Action-Adventure (em sentido amplo) e somente a esses me referi quando comentei sobre a “deficiência” do Kinect em abarcar outros gêneros de jogos.

        Mas realmente, talvez falte um pouco de vontade na tia MS em arriscar nas possibilidades do Kinect. Seria muito maneiro chegar em casa, sentar no sofá e jogar o novo jogo de De Volta para o Futuro, por exemplo, que numa dinâmica “point and click” adaptada funcionaria perfeitamente, bem como os demais gêneros que tu citou. Só não consegui ver funcionando a mecânica do tiro em um rail-shooter, como faria para atirar, não ficaria estranho? Mesmo assim é uma boa possibilidade.

        O lance é torcer pro Kinect arriscar mais, pois suas possibilidades são ridiculamente altas e o potencial é enorme.

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        1. Quem provavelmente vai ditar como se atira em rail shooter será Child of Eden, que é on rails. Uma mão é o cursor e o tiro é ligado ou desligado (isto é, ou está sempre atirando ou não está) com um gesto brusco, pelo menos no tiro básico (há outros, e você alterna batendo palma). Pelo menos foi isso que entendi assistindo vídeos como esse:

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          1. Cacilda! Esse game é pra jogar naquelas TVs de LSD do Paulo xD. Parece ser muito massa. Pelo que vi, na maior parte do tempo o tiro é automático, com algumas interações malucas e direito a bicudas.

            Achei bem legal, até porque ele puxa mais pra um estilo Shoot’em up, que eu curto muito. Mas essa mecânica em um shooter “on-rails” mais “comportado”, tipo um Dead Space: Extraction, teria que ser posta diferente… bolar algo novo…enfim, só estou divagando, tentando imaginar. =D

            Que venham mais inovações como Child of Eden, é disso que o Kinect precisa \o/

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        2. Como sempre, falou exatamente oq eu penso [+ ou -], doq adianta o kinetic ser mais “revolucionário” se a própria MS não se preocupa muito com ele? Jogo de dança e de academia? já tem no wii [nota: dia desses joguei Just Dance 2 e achei + divertido q DC]. E todas as promessas de jogabilidade [como o Milo] ficam pra trás. 😦
          E eu queria dizer tb q tu se esqueceu daquele jogo q mostraram na E3’10, Sorcery q é bem diferentão e promissor. 😉

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          1. Eu ainda prefiro Dance Central a Just Dance. Acho mais natural dançar sem segurar nada 🙂 E por ser mais natural, acaba sendo mais divertido. Ah, também prefiro o setlist de DC.

            Mas de resto, é isso aí mesmo, está faltando criatividade no Kinect.

            Faz tempo que não falam de Sorcery, espero que ainda saia este ano. Ah, e para quem não tinha ouvido falar dele ainda, esse é um jogo *pra Move*, e não pro Kinect.

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  2. Continuando na linha de raciocínio sobre inovação e criatividade:

    Acho que nós, que jogamos videogame há mto tempo, temos ainda uma dificuldade em entender como serão “adaptados” aquilo que já jogamos à tecnologia nova e diferenciada do Kinect. Por isso surge perguntas do tipo “como vamos andar?”.

    Talvez o lance seja justamente não tentar “emular” os tipos de jogos que já jogamos e partir para uma paradigma completamente diferente. O que pra mim não seria problema algum, já que há anos que, convenhamos, estamos jogando basicamente os mesmos jogos, só que com melhores gráficos e algumas inovações simples.

    Mas pra isso a MS e parceiros teriam que adotar uma postura quase que experimental e alternativa no desenvolvimento de seus jogos. Uma ruptura brusca com o que já está estabelecido. Eu CHUTO q esse “silêncio” atual do Kinect é aquele medo do tipo “e aí? quem vai ser o primeiro desenvolvedor a dar o ‘pulo de fé’ (leap of faith) e arriscar seus milhares de dolares?”

    Ah, antes que alguém fale “mas tu acha que o pessoal da MS deu esse tiro no escuro mesmo? Eles pensam em tudo antes.” Pois lembrem-se do Sega CD, Virtual Boy, Dreamcast, Realidade Virtual (pq desistiram disso? Sou mais desenvolver isso do q desenvolver tecnologia 3D), Sega Activator…

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    1. Bingo.

      Além disso, boa parte do pessoal de desenvolvimento de hardware da MS veio da equipe responsável pelo lançamento do Dreamcast pela SEGA, que deu no que deu (por melhor que o hardware fosse). Não creio que o Kinect termine sendo uma bomba como as citadas – mas isso apenas porque, na pior das hipóteses, eles sempre podem continuar apelando para os padrões estabelecidos para jogos de movimento de sucesso até então (os tais jogos de esporte, dança, gincana). De resto, é isso aí que o Gabriel apontou.

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