Nintendo na E3: it’s all about the games, baby

Mario e a Nintendo (quando o logo ainda era vermelho)

Como o mundo dá voltas. Há cerca de cinco anos, quando a Microsoft e Sony se concentravam mais nos games exclusivos e o máximo que apresentavam na E3 em termos de novas tecnologias eram seus novos consoles, a Nintendo lançava o Wii e seu controle com sensor de movimentos. Agora, na edição em que suas concorrentes apresentam para valer seus próprios sensores, Xbox Kinect e Playstation Move, o que a Nintendo faz? Concentra-se em suas franquias e mostra um caminhão de jogos – que são o que realmente importa – carregado com um punhado de retornos inesperados.

Claro, também teve o 3DS, que deve ter deixado a divisão da Sony responsável pelo PSP de cabelo em pé. Mas a despeito das surpresas do portátil – já volto a esse assunto – a sua presença na feira já estava confirmada há tempos. Que a Big N iria anunciar novos jogos de Kirby, GoldenEye 007Mario como esportista (Mario Sports Mix), Donkey Kong e Kid Icarus? Ninguém apostou nisso. E os remakes em 3D de jogos clássicos como Star Fox 64 e Legend of Zelda: Ocarina of Time? Não é à toa que muitos jornalistas saíram com a impressão que tinham voltado às glórias da infância.

Para o alto e avante, Link!E ainda teve o início bombástico, com a primeira apresentação real do novo Zelda, Skyward Sword. Além do nome, descobrimos que o Wii Remote será usado como espada e o Nunchuk como escudo, tudo com suporte ao Motion Plus. Para quem estava preocupado com a simplicidade nos controles se traduzir em menos possibilidades e mais facilidade, por favor, assista ao vídeo: todas as traquitanas de Link estão lá, do arco ao chicote, das bombas ao estilingue. Houve alguns problemas de resposta do Motion Plus durante a apresentação, mas segundo quem testou o jogo no evento, deve ter sido um problema no controle usado, porque no stand da Nintendo tudo funcionou perfeitamente.

Disney Epic MickeyAcha que acabou? Nah, teve Epic Mickey também sendo apresentado “na real” pela primeira vez. E foi épico, com demonstração do uso dos controles de movimento para pintar/revitalizar partes do cenário ou apagá-las por completo, o que serve para resolver puzzles e abrir caminhos novos. Também foi emocionante ver a fase de plataforma em 2D baseada no primeiro desenho animado de Mickey.

Nintendo 3DSO Nintendo 3DS trouxe algumas surpresas. Ele terá uma câmera 3D – sim, isso significa que você poderá tirar fotos 3D com ele – e suas funcionalidades de wi-fi funcionarão independentemente dos games a partir de agora. Isto quer dizer que, por exemplo, se você deixá-lo no modo de espera e passar por um ponto de acesso wi-fi, ele começará a baixar automaticamente updates de software ou informações de multiplayer online. A tela de cima é um pouco maior do que o normal e tem formato widescreen, e o modelo traz um novo botão com resposta analógica.

Metal Gear Solid 3DMas o mais acachapante é o seguinte: sim, ele apresenta um poderio gráfico maior. Se é superior ao do Wii, ainda não sabemos, mas pelo que se viu está claro que no mínimo ele se iguala ao PSP (na verdade parece melhor). Tanto que você vai poder assistir filmes em 3D nele (sim, você leu direito) e o console vai receber a volta de franquias que não tinham saído nem no próprio Wii, como um novo Resident Evil em 3D, Super Street Fighter IV (YEEEEES!) e um novo Metal Gear Solid. Não está acreditando? Esta imagem acima é do jogo, e não uma imagem genérica do Snake. Ainda não está convencido? Então assista o vídeo de  MGS 3D abaixo:

Juntando tudo, não é à toa que o pessoal do Gamespot saiu maravilhado. Não apenas a empresa veio com um hardware novo tão impressionante quanto o Kinect, como trouxe muito mais jogos, alguns que ninguém esperava vir para um console da Nintendo.

Miyamoto e o 3DS

E melhor: a apresentação exalava paixão por games, ao contrário do que aconteceu nas outras (os funcionários da Microsoft pareciam ter saído de um escritório qualquer, enquanto a conferência da Sony foi dominada por executivos tentando desesperadamente soar na crista da onda). E ainda por cima, o presidente da Nintendo USA refutou um monte de inverdades consideradas senso comum e não usou termos de marketing batidos (e sem sentido), como a divisão entre jogadores “casuais” e “hardcore”.

Bom trabalho, Nintendo!

Sem comentários

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s